Por: Uol
Data de Publicação: 1 de outubro de 2006
O candidato à Presidência da República pelo PDT, senador Cristovam Buarque, afirmou estar "absolutamente confiante" de que haverá segundo turno na eleição, mas admitiu que não tem chances.
"Do ponto de vista eleitoral, eu não tenho chance de ganhar. Eu sei disso desde o começo. Mas, do ponto de vista ideológico, do ponto de vista político, eu considero minha posição como uma vitória. Eu coloquei a educação como principal tema de discussão", afirmou Cristovam após votar no Colégio Leonardo Da Vinci, na Capital Federal.
Acompanhado da esposa, Gladys, e da filha Paula, o candidato do PDT deu entrevistas em três idiomas aos jornalistas que estavam no local: português, inglês e espanhol. Ele admitiu a derrota nas urnas quando falava em inglês.
Neste domingo, Cristovam manteve o discurso de toda a campanha e centrou seus comentários na importância da educação. Ele vestia uma camiseta preta com uma bandeira do Brasil com os dizeres: "Educação é progresso".
Segundo ele, a maneira de acabar com os problemas sociais no Brasil é através de uma "educational revolution" (revolução educacional).
"Nunca teve um candidato que colocasse a educação como centro de seu discurso", disse, agora em português.
SEGUNDO TURNO
Cristovam acredita em um segundo turno entre o candidato-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Ele evitou dar pistas de quem sua legenda apoiará caso a eleição não seja decidida neste domingo.
"Eu estou absolutamente confiante de que vai haver segundo turno e repito: o Brasil precisa de um segundo turno. É bom para a democracia... Democracia começa com 'd' de debate." O candidato do PDT tem aparecido nas pesquisas de intenção de voto com cerca de dois por cento das intenções de voto, atrás de Lula, Alckmin e da senadora Heloísa Helena (PSOL).
Questionado sobre qual será seu posicionamento em caso de segundo turno, ele respondeu apenas que "o apoio não será meu, será do meu partido, do PDT".
Ele afirmou ainda que todas as análises internas do PDT indicam que o partido vai cumprir com a cláusula de barreira, uma espécie de filtro partidário.
"(O PDT) vai se transformar num partido de referência com proposta alternativa no Brasil, porque os grandes partidos, inclusive o PT, são partidos conservadores... Nenhum deles está propondo mudar o Brasil, eles querem consertar um pouquinho."
Cristovam passará o resto do dia visitando seções eleitorais. No fim da tarde, ele segue para a sede do partido em Brasília, de onde acompanhará a apuração dos votos.