Por: Folha online
Data de Publicação: 23 de junho de 2006
A atividade humana transformou as últimas décadas do século 20 nas mais quentes dos últimos quatro séculos, revela um estudo da Academia Nacional de Ciências dos EUA divulgado nesta quinta-feira (22).
"As últimas décadas do século 20 foram os mais quentes em comparação a qualquer outro período em 400 anos", afirmou a Academia em seu site.
Baseado no estudo de vegetais, principalmente nos anéis de crescimento dos troncos das árvores, de corais e das geleiras, a Academia concluiu que várias regiões do planeta nos últimos 25 anos estiveram mais quentes do que durante qualquer outro quarto de século desde o ano 1.600.
A comunidade científica dispõe de dados precisos de temperaturas correspondentes aos últimos 150 anos.
Até 1850, no início da Revolução Industrial, as flutuações da atividade solar e das erupções vulcânicas foram as principais causas das mudanças climáticas, destaca a Academia.
Segundo o estudo, estas mudanças "eram certamente menos pronunciadas que as alterações provocadas pela poluição da era industrial desde meados do século 19".
O trabalho climático foi encomendado pelo Congresso americano após a polêmica criada pelos resultados do trabalho do climatologista Michael Mann, publicado em 1998, segundo o qual a temperatura do hemisfério norte nunca foi tão alta nos últimos mil anos.
Mann afirma que, após séculos de estabilidade, o clima começou a mudar ao longo do século 20.
A Academia estimou que as conclusões de Michael Mann são "plausíveis".