Por: Agências
Data de Publicação: 28 de julho de 2006
O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, Raul Jungmann (PPS-PE), criticou hoje o que ele chamou de "politização" da comissão. Ele negou que a CPI tenha provas para cassar somente 30 parlamentares.
Segundo Jungmann, a CPI possui provas contra 80% dos 116 parlamentares e ex-parlamentares acusados de envolvimento no esquema, o que representaria cerca de 90 nomes.
"Quem diz que só tem 30 [nomes], está querendo ligar o forno da pizza. Mantenho a posição que é 80% [da lista de investigados]. Está provado nos depoimentos prestados e nas provas", disse. "Se vocês lerem o material que já saiu, vão ver que tem comprovação contra 80%."
Sobre os rumores que a comissão está dividida, Jungmann admitiu que o curso das investigações acabaram "politizando" a CPI. "Quando apareceu nome de ministro, isso aconteceu. Naturalmente atrapalha, mas é do jogo político", afirmou ele sobre as denúncias de envolvimento de dois ex-ministros da Saúde com a máfia das ambulâncias: Humberto Costa (PT) e Saraiva Felipe (PMDB).
Jungmann também atacou a discussão gerada a partir dos dados divulgados pela CGU (Controladoria Geral da União), que mostraram um avanço dos contratos da Planam --empresa acusada de liderar o esquema-- a partir do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.
"Quem está fazendo isso [comparação entre governos], está querendo desviar o foco da CPI. Estou me lixando se foi no governo Lula ou foi no governo Fernando Henrique."
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