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Trabalhadores da Caema iniciam greve por tempo indeterminado

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Por: Badaueonline e Assessoria
Data de Publicação: 17 de agosto de 2006
Os trabalhadores da Caema paralisaram suas atividades na capital e no interior hoje, dia 17, desde as 8 horas. A greve é por tempo indeterminado e foi deliberada em Assembléia Geral no último dia 11 de agosto em função de pendências em cláusulas em negociação com a empresa desde abril, no início da Campanha Salarial 2006.

Segundo informações do Sindicato dos Urbanitários, houve uma reunião ontem Procuradoria Geral do Estado, mas sem acordo. Os grevistas aguardam a confirmação de uma reunião para hoje com a diretoria da Caema. De acordo com Vâner Almeida, do Sindicato dos Urbanitários, o setor de operação da empresa não parou e a população não será prejudicada com a interrupção de fornecimento de água.

Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Fernando Pereira, as negociações com a Caema se arrastam desde abril. Algumas reivindicações foram negociadas e atendidas, no entanto, três importantes pontos da pauta ficaram pendentes – a correção da tabela salarial, a incorporação das horas extras (para trabalhadores que as executam regularmente há mais de dez anos) e o plano de saúde para novos contratados. “Todos os prazos já se esgotaram e a diretoria da Caema não tem feito o menor esforço em retomar as negociações de maneira efetiva, buscando soluções concretas para problemas que são cruciais para o trabalhador, como distorções salariais, horas extras e assistência médico-hospitalar”, explica Pereira.

O Sindicato alega que a diretoria da Caema tem tratado as reivindicações dos trabalhadores com profundo descaso, a ponto de, na última assembléia dos trabalhadores, não ter nenhum diretor na sede da empresa, pois estavam todos viajando. “A categoria tentou evitar ao máximo a deflagração de uma greve, tentamos todos os tipos de negociação, inclusive entre os dias 11 e 16, período em que já havia o indicativo de greve, no entanto a diretoria da Caema não acenou com nenhuma contraproposta e sequer buscou negociação com o Sindicato. Sendo assim, não resta outra opção. Os trabalhadores da Caema entram em greve por tempo indeterminado a partir de amanhã, 17, e quem decide quantos dias ficarão parados é a própria Caema e o Governo do Estado”, finaliza Fernando Pereira, presidente do STIU-MA.

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