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Mais da metade de quem deve para financeira poderia quitar débito

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Por: Uol
Data de Publicação: 16 de março de 2007
Mais da metade dos consumidores que têm dívidas em aberto com financeiras, especificamente 58% deles, poderia pagar o débito. A afirmação foi feita pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).

A pesquisa mostrou que 25% dos inadimplentes têm carteira assinada, 19% são autônomos e outros 14% são aposentados - o que dá a soma apresentada anteriormente. A renda mensal desse público varia de R$ 600 a R$ 1.500. O restante está sem renda ou desempregado.

Quebrando o mito
A pesquisa foi realizada em parceria com a Serasa, com 752 consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre em dezembro de 2005. A divulgação foi feita nesta semana.

"Os resultados da pesquisa quebram o mito de que a maioria dos inadimplentes está desempregada. Muitos deles ainda têm linhas de crédito disponíveis no mercado, mas não as usam para quitar débitos", afirmou, por meio de nota, Adalberto Savioli, diretor da Acrefi.

Maior nível
De acordo com o levantamento, a inadimplência cresce nas faixas de renda de até cinco salários mínimos e é maior em Belo Horizonte (43,1%, quando se trata de consumidores com renda de até dois salários mínimos, e 33,9%, nas faixas de 2 a 5 mínimos) e Salvador (48,5%, para a faixa de até 2 salários mínimos, e 25,6%, quando se trata de 2 a 5 salários mínimos).

Entre os critérios que pesam na priorização da quitação da dívida, estão o fato de ser o menor valor, melhores descontos na renegociação, limpar o nome, entre outros.

A Acrefi entendeu que os devedores priorizam o pagamento do cartão de crédito, tanto pela facilidade quanto pela necessidade de continuar comprando, e preferem dar priroidade às despesas essenciais, como alimentação, água, aluguel, energia elétrica, saúde e educação.

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