Por: Agências Internacionais
Data de Publicação: 22 de maio de 2007
A explosão de um carro-bomba em um mercado no sudoeste de Bagdá matou 25 pessoas e feriu outras 60 na manhã desta terça-feira, apesar de uma operação militar de segurança dos EUA para reduzir a violência na capital, que já dura três meses.
O atentado ocorreu por volta das 10h (3h de Brasília) na região xiita de Amil, danificando carros e prédios, e deixando o mercado coberto por fumaça.
"Havia quatro mulheres na minha banca quando ouvi a explosão. Ela me atirou a metros de distância", afirmou Fadhil Hussein, 32, que vende temperos no mercado, à agência de notícias Associated Press. "Acordei em uma picape ao lado de outros feridos", relatou.
Sami Hussein, 25, seguia para o mercado ao lado do filho de cinco anos quando ouviu a explosão e, em seguida, viu "uma nuvem de fumaça negra", que tomou conta do mercado e fez com que ela caísse. Ela sofreu ferimentos leves no rosto e nas pernas.
"Eu perdi meu filho, não tenho a menor idéia de onde ele está", disse ela à Associated Press, desesperada. Fontes médicas disseram que a criança morreu na explosão.
O ataque ocorreu em meio à operação de segurança realizada por forças americanas e iraquianas, que visa deter a ação de insurgentes e restaurar a ordem em Bagdá.
Minutos antes da explosão em Amil, homens armados em dois veículos armaram uma emboscada contra um carro civil que levava policiais em Khadra, matando duas pessoas e ferindo uma. Alvos policiais e militares iraquianos são alvos freqüentes de atentados.
Grupos insurgentes acusam as forças de segurança iraquianas de colaborarem com os EUA.
Outro policial morreu em uma explosão ocorrida perto de uma patrulha de polícia que trafegava pelo leste de Bagdá por volta das 9h (2h de Brasília). Dois policiais se feriram.