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Para vice do STF, vazamento da PF é "canalhice"

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Por: Reuters
Data de Publicação: 24 de maio de 2007
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cobrou do ministro da Justiça, Tarso Genro, o vazamento de informações sigilosas por parte da Polícia Federal e afirmou que a PF faz "uma operação de marketing" para desvalorizar a Justiça. O ministro teve seu nome divulgado, extra-oficialmente, como uma das autoridades que constariam da lista de beneficiados com presentes da construtora Gautama, pivô da Operação Navalha.
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"Esse tipo de prática é uma tremenda canalhice", disse ontem a jornalistas depois de uma solenidade no STF, à qual estiveram presentes o ministro Tarso Genro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro apresentou trecho de relatório policial em que o dono da Gautama, Zuleido Soares Veras, refere-se em conversa telefônica gravada a um "Gilmar", identificado como Gilmar Soares Mendes. O nome completo do ministro é Gilmar Ferreira Mendes. "É um caso de homônimo, mas estaria errado mesmo que não fosse. Falar em segredo de Justiça hoje no Brasil é cinismo", justificou-se.

Gilmar Mendes atribuiu a divulgação de que se nome estaria em lista de autoridades amigas da Gautama ao fato de ter julgado o sido relator de pedidos de hábeas corpus concedidos pelo STF a alguns dos 46 presos na operação da PF contra fraudadores de licitações, na terça-feira, .

O ministro do STF disse que as ações do Judiciário vêm sendo divulgadas de maneira distorcida. " Há uma estrutura de marketing pensada para valorizar a Polícia Federal e diminuir o papel da Justiça nesses casos", afirmou.

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