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Ministra revoga prisão de mais dois; Lula pede apuração de "excessos" da PF

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Por: Agências
Data de Publicação: 24 de maio de 2007
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon revogou a prisão de mais dois acusados na Operação Navalha nesta quinta-feira. Ao todo, das 48 pessoas que foram presas pela Polícia Federal, 32 estão soltas por liminar ou habeas-corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou ainda pelas revogações de prisão decretadas pela ministra Eliana Calmon. O presidente Lula afirmou nesta manhã que a Polícia Federal pode ter cometido excessos na Operação.

Foram ouvidos hoje, e tiveram a prisão revogada, o fiscal de obras no Estado do Maranhão Sebastião José Pinheiro Franco e o funcionário de Salvador (BA) que teria levado o dinheiro de propina (R$ 100 mil) para Brasília no dia em que o envelope foi entregue no Ministério de Minas e Energia, Florêncio Brito Vieira. O episódio causou a demissão do ministro Silas Rondeau.

Florêncio é acusado de fazer viagens de avião transportando dinheiro para pagar as propinas devidas pela empresa. A magistrada revogou a prisão dele e de Sebastião Pinheiro Franco após suas oitivas.

No momento, presta depoimento o funcionário da Gautama Humberto Rios de Oliveira. Depois, devem ser ouvidos os também funcionários Ricardo Magalhães da Silva e Bolívar Ribeiro Saback.

Recusa

Os trabalhos de oitiva no Superior Tribunal de Justiça (STJ) relativos à Operação Navalha começaram esta quinta-feira com mais uma recusa de depoimento, a de Francisco de Paula Lima Júnior, sobrinho do governador do Maranhão, Jackson Lago. Foi a postura adotada ontem por outro sobrinho do governador, Alexandre Lago, defendido pelo mesmo advogado de Francisco de Paula. Em função disso, a ministra do STJ Eliana Calmon, condutora dos depoimentos, manteve ambos presos na Polícia Federal, em Brasília.

Os sobrinhos de Jackson Lago foram, até agora, os únicos que se negaram a falar no STJ. Todos os acusados ouvidos prestaram depoimentos e tiveram prisão revogada pela ministra Eliana Calmon, que entendeu haver materiais suficientes para liberar os indiciados - inclusive as buscas e apreensões feitas antes das oitivas.

O encerramento dos depoimentos está previsto para este sábado.

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