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Produção da indústria sobe 3,8% no trimestre

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Data de Publicação: 4 de maio de 2007
A produção da indústria do país cresceu 3,8% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Neste tipo de comparação, a indústria registra crescimento contínuo desde o último trimestre de 2003.

Na comparação com o último trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,2%, na série com ajuste sazonal, que neutraliza as influências específicas de cada mês.

Em março, a produção industrial subiu 3,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, mantendo o nono mês seguido de crescimento nesse tipo de comparação. Ainda em março, ao expansão foi de 1,2% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Na taxa anualizada (acumulado dos últimos 12 meses), a produção cresceu 2,7%.

Microondas e geladeiras
As máquinas e equipamentos continuaram sendo os produtos que mais contribuem para a alta da produção industrial (14,4% no trimestre, em relação a um ano antes), cabendo à produção de fornos de microondas e geladeiras as contribuições positivas mais importantes.

A expansão na produção de autopeças e de carros no mesmo período puxou a alta da produção do grupo que o IBGE chama de "automotores". Entre os alimentos, o terceiro grupo que mais contribuiu para o crescimento da indústria, destacam-se sucos de laranja e carnes de aves.

Setores
No confronto com março de 2006, a produção de bens de capital superou em 12,7% a de igual mês do ano anterior. Puxaram essa alta produtos associados às áreas de informática, transportes (aviões e caminhões) e de máquinas para fins industriais.

A produção de bens intermediários e a de bens de consumo duráveis (ambas com 4,8%) também avançam acima do total da indústria, apoiadas no desempenho positivo de todos os seus subsetores, com destaque para produtos siderúrgicos e automóveis, respectivamente.

O setor de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%) foi o único que cresceu abaixo da média global, refletindo as pressões negativas vindas dos semiduráveis (calçados) e de outros não duráveis (medicamentos). Alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (2,6%) e carburantes (6,2%) tiveram expansão.

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