Por: Agências Internacionais
Data de Publicação: 5 de maio de 2007
O risco Brasil terminou a sexta-feira em alta. No encerramento dos negócios, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, indicou 157 pontos, com aumento de 3,29%. Ontem, o risco-país fechou aos 152 pontos. O indicador é considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira.
No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 terminou transacionado a 135,625% do seu valor de face, com ganho de 0,05%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), por sua vez, marcou 113,25% do seu valor de face, com acréscimo também de 0,05%.
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco-Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como arriscado deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco