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Mantega diz que Brasil cresce a 4,5% anuais e que câmbio não afeta expansão

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Por: Uol
Data de Publicação: 7 de maio de 2007
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que, apesar da queda contínua no preço do dólar, "o câmbio não está afetando o crescimento da economia brasileira, que está já evoluindo no ritmo de 4,5%". Segundo Mantega, "todos os indicadores estão favoráveis", e os investimentos estão crescendo 10% sobre 2006, quando foi registrada alta de 8,7%.

Segundo Mantega, o que aconteceu na semana passada com o câmbio foi uma "pressão forte" que não se deu somente sobre o Brasil. Segundo ele, a questão é que o dólar americano está desvalorizando porque a economia nos EUA "está crescendo menos que o esperado". O ministro disse ainda que pelo menos 15 moedas se valorizaram sobre o dólar na semana passada, mas isso não ocorreu com o real.

O ministro afirmou, em entrevista no Palácio do Planalto, que a excessiva valorização do real frente ao dólar "pode prejudicar um ou outro setor, mas não no geral". Mesmo os setores prejudicados, como o de calçados, de acordo com o ministro, estão conseguindo certa recuperação "produzindo com mais qualidade do que a China". Ele citou também que o setor têxtil está compensando perdas com exportação "virando-se para o mercado interno."

Entre os exemplos de indicadores recentes que estão sustentando o crescimento, Mantega citou o aumento de 36,7% nas vendas do setor automobilístico em dado de abril deste ano sobre abril de 2006, divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Mantega também justificou que apesar da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram mantidas as projeções para variação do PIB no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no primeiro balanço quadrimestral divulgado hoje. As taxas do PIB continuam em 4,5% para 2007 e 5% de 2008 a 2010. "Não houve necessidade de revisão porque as minhas previsões eram as corretas, mesmo antes da mudança pelo IBGE. Quem teve que revisar foram os analistas do mercado, que agora estão apontando para mais de 4%."

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