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Fidel culpa EUA por tentativa de seqüestro de avião

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Por: EFE
Data de Publicação: 8 de maio de 2007
O presidente cubano, Fidel Castro, num artigo divulgado hoje, responsabilizou os Estados Unidos pela última tentativa de seqüestro de um avião em Havana, que terminou com um refém militar morto e os dois recrutas seqüestradores feridos.

No texto, Castro relaciona a libertação nos EUA do anticastrista Luis Posada Carriles, acusado de terrorismo por Cuba e Venezuela, com a tentativa de seqüestro. Mas afirma que é necessário manter "serenidade" e "sangue frio" para analisar o caso.

"Como conseqüência da libertação de um monstro do terror, dois jovens que cumpriam o Serviço Militar Ativo, querendo desfrutar do consumismo nos Estados Unidos", assaltaram um ônibus com reféns, forçaram o acesso ao terminal de vôos nacionais do aeroporto e entraram num avião civil, exigindo que ele decolasse rumo ao território americano, explicou.

Dias antes, lembrou, os recrutas haviam fugido de uma instalação militar e assassinado um soldado que estava de guarda, para roubar dois fuzis automáticos. Dentro do avião, mataram o tenente-coronel Víctor Ibo Acuña, que estava desarmado, tinha sido capturado como refém e tentara evitar o seqüestro.

Castro revelou que os dois recrutas não foram julgados ainda porque ficaram feridos durante a tentativa de seqüestro. "Um deles foi atingido pelos tiros do outro dentro do avião, enquanto lutavam contra o heróico oficial das forças armadas", acrescentou.

"Agora muitas pessoas no exterior esperam a reação dos Tribunais e do Conselho de Estado. O povo está profundamente indignado com os eventos. Precisamos de uma grande dose de serenidade e sangue frio para enfrentar tais problemas", alertou. "Há muitos meses não acontecia nada parecido. Bastou a insólita libertação do conhecido terrorista (Posada), e a morte visitou nossas casas", acrescentou Castro no artigo, intitulado "A tragédia que ameaça a nossa espécie".

"A impunidade e os ganhos materiais que premiam há quase meio século toda ação violenta contra Cuba estimulam tais atos", denuncia o líder cubano. Fidel Castro, de 80 anos, se recupera há nove meses de uma doença considerada segredo de Estado. Ele delegou o poder a seu irmão Raúl, ministro das Forças Armadas, em 31 de julho do ano passado.

No artigo, o quinto do chefe da revolução divulgado desde o fim de março, Castro retoma alguns dos temas que dos textos anteriores. Ele discute as conseqüências da produção em massa de biocombustíveis para os países em vias de desenvolvimento e a ameaça do aquecimento global.

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