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Blair anuncia data de renúncia nesta quinta-feira

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Por: Agência EFE
Data de Publicação: 9 de maio de 2007
O primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciará na quinta-feira a data que deixará o poder, anunciou hoje o porta-voz oficial da Downing Street. "Blair fará um anúncio sobre seu futuro como líder trabalhista", afirmou o porta-voz. O premier também comunicará a intenção de deixar o governo.

A renúncia como líder do partido não representará a saída imediata de Blair à frente do governo. Ele ocupará o cargo até os trabalhistas escolherem seu sucessor.

No último dia 1º, Blair tinha confirmado que ao longo desta semana faria um anúncio definitivo sobre seu futuro, o que foi interpretado em círculos políticos como a divulgação de sua saída após dez anos no poder.

Hoje mesmo, o líder da oposição conservadora, David Cameron, disse na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns que ele anunciará amanhã a renúncia, sem que Blair, presente, contestasse ou negasse tal afirmação.

Na sessão parlamentar, Blair assegurou que nas próximas sete semanas - em clara referência à duração do processo de escolha do seu sucessor no partido - não haverá paralizações em seu governo e que se dedicará a assuntos como educação e ordem pública.

O jornal The Sun afirmou hoje que o primeiro-ministro informará amanhã aos ministros, na reunião semanal do gabinete na residência oficial de Downing Street, sua intenção de renunciar para depois viajar a Sedgefield (norte da Inglaterra) para realizar o anúncio.

Um porta-voz de Downing Street não quis revelar detalhes da agenda de Blair para esta semana, mas a imprensa britânica afirma que o primeiro-ministro pode informar antes para a rainha Elizabeth II sobre a intenção de abandonar a liderança trabalhista. A atitude, no entanto, seria apenas por cortesia, pois não há nenhuma exigência constitucional que obrigue Blair a notificar sua renúncia à frente do partido para a monarca.

O anúncio deve ser feito depois que Blair participou em Belfast, na terça-feira, da restauração da autonomia da Irlanda do Norte com a formação de um governo local compartilhado entre antigos inimigos: os unionistas protestantes e os republicanos católicos.

O processo de paz - que deu os primeiros passos no final de 1993, mas recebeu impulso com a chegada de Blair ao poder em 1997 - é considerado o legado mais importante do líder trabalhista. De acordo com o calendário provisório divulgado pelo Comitê Executivo Nacional do partido, após a renúncia, começará um processo de sete semanas para escolher o novo líder.

A expectativa é que Brown anuncie rapidamente a intenção de ser candidato à liderança do partido, para o qual precisará do apoio de 45 deputados da formação. Até agora, os únicos rivais que se atreveram a desafiar o atual ministro da Fazenda foram os deputados John McDonnell e Michael Meacher, ambos da ala esquerdista do partido. Ainda não se sabe, no entanto, se conseguirão reunir as 45 assinaturas necessárias.

Com o fim do prazo para a apresentação das candidaturas, em torno de 16 de maio, os aspirantes começarão uma campanha de três semanas antes que deputados, membros do partido e sindicatos depositem seus votos. O processo terminará com uma conferência especial trabalhista que confirmará o vencedor, possivelmente no final de junho ou início de julho.

Brown parece ter o caminho livre depois que vários possíveis rivais descartaram as candidaturas.

O ministro do Meio Ambiente, David Miliband, o do Interior, John Reid, e o antecessor do primeiro-ministro no cargo, Charles Clarke, confirmaram que não concorrerá.

Com a escolha do novo líder, Blair comparecerá ao Palácio de Buckingham, residência oficial da Família Real britânica, para entregar oficialmente os "selos do cargo" para a Rainha, que chamará seu sucessor para pedir que forme o governo.

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