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Novo secretário do MEC diz que continuará trabalho de inclusão educacional

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Por: Agência Brasil
Data de Publicação: 13 de junho de 2007
O ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, foi empossado ontem (12) na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC). Ele substitui Ricardo Henriques. A nomeação do novo secretário foi publicada no Diário Oficial da União do dia 30 de maio.

Formado em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutor em comunicação e cultura, Lázaro é professor universitário e já lecionou nas Faculdades Integradas Hélio Alonso, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). É autor do livro Amor: do mito ao mercado. Antes de ser secretário executivo adjunto, ele ocupou de 2004 a 2006 o cargo de diretor de Desenvolvimento e Articulação Institucional da Secad.


No discurso de posse, André Lázaro se comprometeu a continuar com o trabalho de incluir todos os segmentos sociais no sistema de educação. Ele falou especialmente da educação indígena, no campo e para afrodescendentes.

“A Secad lida com públicos e com temas que não são sistemas ainda. Se você pega a educação indígena, que representa bem essa luta, quase não há oferta de 5ª a 8ª série e nem oferta para o ensino médio. Se você enxerga a educação no campo, você não tem formação de professores aptos a lidar com aquilo que é o projeto pedagógico para o campo. A educação é urgente. E a educação desses públicos é mais do que urgente”, afirmou.


Lázaro também prometeu dar atenção especial aos programas Brasil Alfabetizado e à formação de professores. “A formação de professores ainda não tem a dimensão, o volume que precisamos ter, a despeito de todos os esforços que a Secad vem fazendo ao longo dos três últimos anos para tornar [a formação dos educadores] sistema”, disse.

Criada em julho de 2004, a Secad reúne áreas como a alfabetização e a educação de jovens e adultos, educação no campo, educação ambiental, educação escolar indígena e diversidade étnico-racial. Segundo o MEC, a Secad tem a missão de contribuir para a redução das desigualdades educacionais e aumentar a participação dos cidadãos em políticas públicas que assegurem a ampliação do acesso à educação continuada. Também são alvo das políticas da secretaria as populações vítimas de discriminação e violência.

Para o ministro da Educação Fernando Haddad, a Secad é a secretaria “caçula” do ministério. “Apesar disso, pretende resolver questões profundas, como garantir o direito à educação de cada brasileiro”, disse. “Há várias ações previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para atender esse público, cujos direitos básicos ainda não foram garantidos”.

Compareceram à cerimônia de posse, além de servidores do MEC, representantes de movimentos sociais, de organizações não-governamentais, de organismos internacionais, membros do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de educadores.

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