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Controladores atribuem crise a "desgaste natural de equipamentos"

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Por: Folha online
Data de Publicação: 20 de junho de 2007
A Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), que representa 11 entidades da categoria, divulgou uma nota na noite desta terça-feira negando uma operação-padrão "velada" por parte dos profissionais do Cindacta-1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo).

Os aeroportos do Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram as decolagens suspensas. Em São Paulo e Brasília o espaço entre as decolagens foi estendido para 30 minutos. Após às 21h, aos poucos os terminais voltam à normalidade.

A Folha Online apurou que os controladores alegaram problemas nos consoles (monitores) de controle de vôos de Brasília para o Rio e São Paulo. No entanto, os técnicos da Aeronáutica não teriam encontrado os defeitos apontados pelos controladores.

Na nota os controladores de tráfego atribuíram os atrasos e cancelamentos nos vôos ao "desgaste natural dos equipamentos [monitores] que estão em uso, além de sua vida útil".

De acordo com a nota, os monitores usados pelos controladores para visualizar e posteriormente instruir as aeronaves possuem uma vida útil média de 6 a 7 anos. Os equipamentos estariam em uso há pelo menos 10 anos, segundo os controladores.

"Visando tão somente prestar um serviço seguro e ordenado, pilares do desempenho da função dos controladores de tráfego aéreo, é que foram adotadas medidas restritivas ao tráfego aéreo, pois não podemos colocar em risco a vida dos passageiros", diz a nota.

Os controladores afirmam no documento que relatórios de panes já foram enviados "exaustivamente" às autoridades da Aeronáutica. Eles alegam que não foi apresentada uma solução para o problema.

Transtornos

Os principais aeroportos do Sudeste registraram transtornos nesta noite de terça-feira com a crise no Cindacta-1. Após as 21h30, o movimento nos aeroportos começou a dar sinal de volta à normalidade.

Por volta das 22h, as operações ainda não haviam sido normalizadas. No aeroporto Tom Jobim as decolagens foram liberadas, no entanto, com um intervalo de 20 minutos.

Em Minas Gerais, no aeroporto da Pampulha, que também teve os vôos suspensos, ao menos quatro partidas haviam sido realizadas entre as 21h e 21h28, de acordo com o site da Infraero. No aeroporto Tancredo Neves, quatro vôos também haviam decolado por volta das 21h. Ao menos cinco partidas estavam atrasadas no terminal.

Em Congonhas, de acordo com a assessoria da Infraero, as decolagens continuavam com um espaçamento de 30 minutos. Com isso, até as 22h, 34 dos 275 vôos programados registraram atraso de mais de uma hora.

No aeroporto de Guarulhos, de acordo com o site da Infraero, ao menos 20 partidas registravam atrasos. O espaçamento entre as partidas diminuiu de 30 para dez minutos.

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