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Voley: Em final prevista, Brasil encara Cuba na luta pelo ouro

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Por: Uol
Data de Publicação: 19 de julho de 2007
Chegou a hora. Depois de quatro jogos preparatórios, o Brasil finalmente encara um rival de peso nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Na decisão do campeonato, marcada para esta quinta-feira às 15h no ginásio do Maracanãzinho, a seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta a arqui-rival Cuba, como era previsto.

Vice-campeão mundial, o Brasil entra em quadra como favorito. O time se classificou para a final sem ceder sets aos seus adversários. Os primeiros rivais, entretanto, não meteram medo. Na primeira fase a seleção passou com tranqüilidade por Peru, República Dominicana e México. Nas semifinais, bateu os Estados Unidos, que não disputam o Pan com o time completo.

Cuba, campeã pan-americana sete vezes seguidas (de Cáli-1971 a Mar del Plata-1995), também chega à final de maneira invicta. As caribenhas bateram Porto Rico, Costa Rica e República Dominicana, na primeira fase, e Peru, nas semifinais.

A decisão com Cuba já era prevista pela comissão técnica brasileira. Tanto que os principais treinos da equipe foram realizados justamente visando o adversário desta quinta-feira.

"Cuba está vindo com uma equipe agressiva no saque, nos ataques e nos contra-ataques. Vai ser um jogo muito difícil, principalmente se elas tiverem o passe na mão", analisou o técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães.

Brasil e Cuba têm uma grande rivalidade. O auge da tensão entre as seleções aconteceu nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, quando jogadoras das duas equipes brigaram após a partida.

"A gente não pode entrar na provocação delas. Se a gente cair no carnaval delas, a gente vai sambar. Decisão você precisa estar focado no que tem que fazer", disse a líbero Fabi. "Tem todo um histórico, uma pressão, uma rivalidade. Temos que nos concentrar bastante", completou a ponteira Sassá.

Da atual equipe brasileira, a única que esteve presente no jogo em Atlanta é a levantadora Fofão, capitã da seleção.

"A rivalidade foi criada e vai continuar existindo. Antes as jogadoras não se podiam nem encontrar. Hoje algumas conseguem até conversar", contou Fofão.

Taticamente, segundo o técnico José Roberto Guimarães, o Brasil precisa mostrar aquilo que apresentou nesta quarta diante dos Estados Unidos: um bom saque.

"A gente sacou muito bem contra os Estados Unidos. A estratégia tem que ser a mesma contra Cuba", afirmou.

O Brasil, que tenta o seu quarto título pan-americano (foi campeão em Chicago-1959, São Paulo-1963 e Winnipeg-1999), não deve ter alterações em sua formação titular. Devem começar a partida final as ponteiras Paula Pequeno e Sassá, as centrais Walewska e Fabiana, a levantadora Fofão, a oposto Sheilla e a líbero Fabi.

"É jogo de medalha de ouro. Esse time pode fazer história. Não existe coisa mais importante que isso. E no final é isso que conta. O segundo colocado acaba esquecido", finalizou Zé Roberto.

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