Por: Assessoria
Data de Publicação: 24 de agosto de 2007

Com a desistência de Agatha e Shaylyn, as irmãs cariocas Maria Clara e Carolina (Medley) saltaram o “country quota” e entrarão direto no qualifying do Aberto de São Petersburgo (Rússia), 15ª etapa do circuito mundial de vôlei de praia.
Cabeças-de-chave número 1 da fase preliminar, elas precisarão vencer apenas uma partida na próxima terça-feira para se juntar a Juliana-Larissa, Renata-Talita e Adriana Behar-Ana Paula no grupo de elite de 32 duplas.
O Aberto de São Petersburgo será o penúltimo torneio no exterior disputado pelas filhas da ex-jogadora Isabel Salgado em 2007. Depois, restarão apenas o Aberto do Brasil, marcado para Fortaleza no período de 25 a 30 de setembro, e o Aberto da Tailândia, que fechará o calendário em Pukhet de 1º a 4 de novembro.
São as últimas oportunidades de Maria Clara e Carolina avançarem do 15º lugar que ocupam no ranking da temporada.
A notícia da passagem para o quali foi bem-recebida por Isabel Salgado, técnica das meninas. “O country quota brasileiro é sempre um torneio difícil por causa da qualidade das nossas equipes. De repente, você viaja até o outro lado do mundo, joga uma única partida, perde e volta para casa”, lembrou.
“Além disso, ganhamos um dia para descanso aqui no Rio de Janeiro, depois dessa maratona de quatro meses pela Ásia, Europa e América do Norte”, acrescentou Isabel. Maria Clara e Carolina seguiriam nesta sexta-feira para a Rússia.
Depois de quase duas semanas de treinos na base da Praia de Ipanema, Isabel está confiante numa boa campanha da dupla em São Petersburgo.
“Este torneio é importante porque um bom resultado pode nos levar direto à fase principal da etapa brasileira, evitando o “country quota” mais duro do calendário. E também porque estes últimos torneios influenciarão no ranking de entrada de 2008”, explicou a treinadora.
Embora reconheça a desvantagem em termos percentuais, Isabel garante que Maria Clara e Carolina continuarão lutando por uma das duas vagas femininas do Brasil aos Jogos Olímpicos da China em 2008.
“Nosso projeto sempre foi Londres-2012, até porque a Carolina é muito jovem, acaba de completar 20 anos. Mas ainda há 12 abertos e quatro Grand Slam até à data-limite. Juliana e Larissa sempre chegam bem e devem conseguir a classificação, mas as demais equipes, em menor grau Renata e Talita, não têm a mesma consistência. Isso mantém a disputa em aberto. As meninas amadureceram bastante neste ano, o primeiro que elas percorreram o circuito inteiro. Se não fosse o problema com o ombro direito que prejudicou a Maria Clara em 2006, estaríamos um passo à frente nessa corrida olímpica.” afirma a treinadora.