Por: Badauê Online
Data de Publicação: 24 de agosto de 2007

“O Brasil comprou um cortador de grama antes mesmo de plantar a grama”, foi assim que Gustavo Gindré, jornalista da Intervozes exemplificou a opção do governo em adotar o modelo de TV digital japonês.
A declaração aconteceu na mesa redonda “O sistema digital ideal para o Brasil na visão da academia e da sociedade organizada” realizada hoje a tarde no Rio Poty Hotel, pelo 4º Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão.
Entre os principais problemas apontados pelo jornalista está o abandono das pesquisas de nossas universidades em desenvolver uma tecnologia digital cem por cento brasileira, o que poderia gerar um retorno financeiro para o país.
Ao adotar a tecnologia nipônica o Brasil pode ficar dependente dos japoneses, além disso, o país precisará pagar
royalites por estar usando uma tecnologia que não é sua , o que encarece o valor da TV digital.
Segundo Gustavo Gindré é preciso que a sociedade se mobilize e pressione o governo brasileiro para escolher um modelo mais favorável às características e necessidades brasileiras.
“A TV digital não é apenas uma TV com alta definição de imagem. Ela pode explorar muito mais do que isso” afirmou Gustavo. Como exemplo ele citou pesquisas brasileiras para desenvolver uma forma de e-mail através da televisão.
O jornalista encerrou o seu discurso alertando que para realizar mudanças efetivas no futuro da TV digital no Brasil será preciso lutar e pressionar as autoridades competentes.
Ainda de acordo com Gustavo, uma ação de inconstitucionalidade e uma ação civil pública devem estar sendo impetradas na justiça contra o acordo firmado com os japoneses para a implantação da TV digital.