Por: Secom
Data de Publicação: 15 de janeiro de 2008

Apesar de o Maranhão constar no mapa da febre amarela silvestre divulgada pelo Ministério da Saúde, São Luís não corre o risco de um surto da doença. Os técnicos da Secretaria Municipal de Saúde garantem que cobertura vacinal na capital é boa e não há necessidade de uma campanha de vacinação contra a febre amarela.
A última campanha realizada para a imunização contra a doença na cidade aconteceu em 1995 e atingiu a 95% da população. Daí em diante, a vacinação se tornou rotina.
A superintendente municipal de Vigilância Sanitária, Nilza Medeiros, explica que entre 1999 e 2007, 885.435 mil doses foram aplicadas. “Para uma população chegando a um milhão de pessoas no município, nós temos uma boa cobertura e não há motivos para alarde”, afirmou.
Nilza Medeiros esclarece ainda que algumas pessoas estão procurando as salas de vacinação sem necessidade, pois tomaram outra dose da vacina há menos de dez anos. “Isso não é recomendável e pode trazer efeitos indesejáveis”, alerta.
Nenhum caso de febre amarela é registrado em São Luís desde 1942. Atualmente não há registro nem de suspeita da doença. O último registro no Estado do Maranhão é de 1995, quando ocorreu a campanha de vacinação. De lá para cá, a imunização virou rotina, agendada inclusive na carteira de vacinação das crianças. A dose é aplicada aos nove meses de idade.
A recomendação dos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde é de que somente pessoas que nunca tomaram a vacina ou que tomaram há mais de 10 anos (validade da imunização), principalmente, se estiverem de viagem marcada para áreas de mata no interior do Maranhão ou de estados da região Norte e Centro-Oeste, procurem uma das salas de vacinação mantidas em postos e unidades da rede municipal de saúde. A vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem.
“A nossa intenção é manter a febre amarela erradicada em São Luís e as pessoas devem ficar tranqüilas porque as vacinas estão disponíveis em todas as 83 salas de vacinação do município”, reforçou a secretária municipal de Saúde, Terezinha Abreu.
A doençaFebre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado flavivírus, encontrado em macacos que habitam florestas tropicais. Existem dois tipos da doença: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus; e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue.
Embora os mosquitos transmissores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são iguais. A forma urbana foi erradicada. O último caso registrado ocorreu em 1942, no Acre.
A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou um macaco infectado (o que normalmente ocorre em regiões de floresta e cerrado), e depois pica uma pessoa saudável que não tenha tomado à vacina.
Os principais sintomas da doença são: febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia que aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação).
Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem. Os outros 15% podem apresentar, além dos sintomas já citados, sintomas graves como icterícia (pele amarela), hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas.