São Luís - Maranhão, Rosangela Torquatto, pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão, e médica se surpreendeu com o numero de bebes prematuros abandonados em casa de abrigo da capital. Por isso, ela resolveu estudar em sua tese de mestrado a relação da prematuridade com o abandono.
Durante um ano ela entrevistou doze mães de bebês prematuros na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Materno Infantil. As causas do segundo Rosangela são multifatorias e o abandono é mais recorrente entre mães adolescentes, solteiras e de classe social mais baixa.
A pesquisadora constatou que a maioria das entrevistadas tinha uma historia de abandono em casa. E este processo de exclusão de certa forma, influencia a relação das mães com os bebes.
No Brasil a estimativa da Associação dos Magistrados Brasileiros é de que existam hoje cerca de 80 mil crianças e adolescentes abandonadas a espera de doação em abrigo do país.
Em São Luís são pilhas de processos de adoção amontoados de crianças e adolescentes na primeira vara da infância e juventude. Para a pesquisadora, o alto índice de abandono de bebês se tornou uma questão de saúde publica e todos são responsáveis por este processo.
