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Moradores do Sá Viana estão sem água

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Por: O Imparcial
Data de Publicação: 12 de fevereiro de 2008
Quase um ano após o rompimento das comportas da barragem do Bacanga, que deixou 34 famílias desabrigadas por meses, os moradores do Sá Viana e Jambeiro enfrentam agora uma realidade oposta: a escassez de água. Embora o líquido chegue às torneiras do bairro dia sim, dia não, o abastecimento raramente dura mais que quatro horas.

“A água chega às quatro da manhã e vai embora antes do meio-dia”, contou a dona de casa Maria Alves, 35, enquanto enchia um balde de água na torneira da vizinha. Em várias ruas do bairro, o trânsito de pessoa com baldes de água na cabeça é intenso durante toda a manhã. “Ou a gente acorda na hora que a água chega, ou tem que carregar na cabeça”, explicou a dona-de casa.

Em abril do ano passado, o rompimento nas comportas da barragem do Bacanga alagou várias ruas do bairro por meses. Muitos ainda não terminaram de contabilizar os prejuízos e a maioria sequer voltou para o bairro.

Embora ainda estejam de pé, várias das casas que abrigavam as famílias que foram para o Castelão em 2007 estão desocupadas. “Acho que quem pôde dar um jeito, não voltou mais para cá”, conta um morador do bairro, que não quis se identificar.

A maior parte das pessoas que ainda mora na área que foi alagada são aqueles que sequer deixaram as casas após a inundação. “A gente colocou umas tábuas e foi vivendo. Se eu saísse daqui, quando voltasse não encontrava mais nada”, justificou o pescador Carlos Torres, que mora até hoje com sete filhos na mesma casa inundada.

Áreas de alagamento

São Luís ainda tem três áreas principais sujeitas a alagamento. A informação é do comandante da Defesa Civil Municipal, coronel Alberto James Domingues Paz. Com as comportas da barragem do Bacanga funcionando, é ínfimo o risco de uma tragédia como a do ano anterior. Entretanto, a área Itaqui-Bacanga continua a ser uma das áreas consideradas de risco.

“Bairros como Sá Viana, Vila Embratel, Jambeiro e Anjo da Guarda podem ser prejudicados com chuvas fortes”, alertou o coronel.

Outra área arriscada é o bairro do Coroadinho e as localidades vizinhas, além dos bairros da Liberdade, Alemanha e Anil. Nesses casos, é a precariedade da construção o que mais complica a situação de quem mora nesses locais – caso das palafitas existentes nesses bairros.

Pontos de acúmulo de lixo podem ser outro fator a complicar a situação de um bairro em risco de inundação. “O lixo entope os bueiros ou então é depositado em áreas de erosão, que escoam diretamente para bairros mais baixos. É assim que se criam também os barrancos e as casas com risco de desabar”, explicou Alberto James.

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