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Morte de jumentos gera polêmica em Peritoró

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Por: O Imparcial
Data de Publicação: 13 de fevereiro de 2008
A matança dos animais no município de Peritoró, distante 222 km de São Luís, durante o carnaval continua gerando polêmica e indignação. A Associação Maranhense de Proteção aos Animais (Amada) informou que já cobrou providências ao Ministério Público e Delegacia de Meio Ambiente.

O prefeito nega ter autonomia para autorizar a matança dos 200 animais e diz que estava respaldado pela justiça e pela Policia Rodoviária Federal. Já a PRF garante que apenas deixou aos cuidados do município 68 animais e que não tem responsabilidade nenhuma sobre a matança ou o que foi feito com os jumentos em Peritoró.

Segundo populares, 200 jumentos e um cavalo teriam sido mortos com autorização da prefeitura do município nos dois últimos dias de carnaval. A cidade se chocou com a forma de extermínio dos bichos que foram recolhidos pela Policia Rodoviária Federal, na Operação Fecha Porteira.

Um dos diretores da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Maranhão, Chico Miguel contou que várias famílias testemunharam o massacre dos animais, sacrificados a tiros, golpes de machados e facas. “Todos os animais foram exterminados sem nenhum exame e o pior de uma forma bárbara”, relatou.

O sindicalista e a o vereador Wanderley Montenegro, também do município contaram que no domingo, 10, quase duas mil pessoas se reuniram na praça da Amizade e promoveram um ato de repúdio contra a decisão da prefeitura de matar os bichos. A população seguiu em passeata até o bairro 36, periferia da cidade onde os animais foram mortos e lá acenderam velas, em protesto a matança.

A Associação Maranhense de Proteção aos Animais (Amada), através de seu departamento jurídico, denunciou o fato ao Ministério Público na capital e na delegacia de Meio Ambiente.

“Nós repudiamos esse ato. É um crime o que ele fez, principalmente pela maneira que mataram os jumentos. Mesmo os doentes não podem ser mortos assim, com tanto sofrimento”, opinou a presidente da Amada, Ilma Cerveira.

Através da assessoria de comunicação do Ministério Público, o promotor da comarca de Peritoró, Zanony Passos Silva Filho, disse que não se pronunciará mais sobre o assunto, o qual considera algo corriqueiro em seu trabalho. Passos Filho explicou através de ofícios que desde 2006 teria alertado a prefeitura sobre a permanência de animais nas rodovias, o que o Ministério Público considerado um risco a pedestres e motoristas. Em janeiro deste ano, o promotor encaminhou outro oficio à prefeitura, exigindo no prazo de dez dias a retirada dos animais dos arredores das rodovias. No documento, também foi solicitado o extermínio dos animais que estivessem doentes. Os sadios deveriam ser entregues aos donos casos eles tivessem um local para guarda-los.
Para o Ministério Público, a PRF entregou 90 animais e não 200 como a população contabilizou. Desses, 30 foram sacrificados e os outros 60 continuam a espera de donos em poder da prefeitura.

Arrependimento

O prefeito Josias Lima Oliveira se disse arrependido por ter chocado a população com a morte dos animais. “Ontem eu fui lá e conversei com a comunidade e garanti que não vamos mais matar animais dessa forma”, explicou. Quanto ao morticínio, ele explicou que apenas 23 foram executados, por autorização judicial e respaldados por laudos dos animais doentes emitidos pela própria Policia Rodoviária Federal. Segundo Oliveira, os animais estavam doentes e foram exterminados pelos policiais rodoviários com o auxilio de um funcionário da prefeitura. “Eu não tenho autoridade para fazer isso. Os que não estavam doentes, nós doamos a comunidades carentes”, contou.

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