Por: O Imparcial
Data de Publicação: 14 de fevereiro de 2008

O fornecimento de água para a capital, através do sistema Italuís não tem previsão de normalização. A adutora que foi reparada no início da madrugada de ontem por técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) rompeu novamente, por volta das 6h do mesmo dia.
Com o novo rompimento da tubulação que irriga cerca de 60% da cidade de São Luís, aproximadamente 100 bairros, continua comprometido o fornecimento de água, principalmente para os bairros São Francisco, Renascença, Vinhais, Cohafuma, Recanto dos Vinhais, Cohama, Angelim, Maranhão Novo, entre outros que dependem exclusivamente do Italuís.
A tubulação rompeu na altura do quilômetro 41, em Campo de Perizes. No trecho que compreende a área de trabalho dos engenheiros e operários da Caema, o fluxo de automóveis foi lento.
A água jorrou, das 6h até às 11h, como um grande chafariz. Somente após a despressurização da tubulação a equipe pôde iniciar os trabalhos de recomposição dos dutos rompidos.
Foram utilizadas três máquinas, duas escavadeiras e um guincho. “Estamos esperando diminuir a pressão da água para podermos começar a trabalhar. A expectativa é terminar o trabalho o mais rápido possível, porque já fizemos reparos nesse mesmo local. Não sei se vamos conseguir restabelecer o abastecimento ainda hoje (ontem). Vamos substituir um tubo de três metros”, disse Jefferson Corrêa, engenheiro civil, superintendente de produção e distribuição de água da capital.
ProblemasNa Vila Itamar, nas imediações da BR-135, a exemplo de vários outros bairros da capital, centenas de pessoas utilizaram baldes, latas e garrafas pet para estocar água. As procissões de moradores à procura de água foram comuns desde a última segunda-feira, quando aconteceu o primeiro rompimento desse trecho da adutora.
No bairro Renascença II, um condomínio de apartamentos já comprou, nos últimos três dias, quatro carros pipa de 16 mil litros, ou seja, 64 mil litros de água, o que representa R$ 1.000 de despesa extra, além da conta de quase R$ 3.000, pagas mensalmente à Caema.
“O problema de abastecimento da Caema sempre existiu aqui no Renascença. Em janeiro, sem adutora quebrada, tivemos de comprar 10 carros pipa para garantir o abastecimento dos moradores”, disse a síndica do condomínio que não quis se identificar e afirmou possuir todos os recibos de compras de carros de água e pretende obter orientação junto ao Procon para ressarcimento dos gastos.