Por: Agências
Data de Publicação: 6 de fevereiro de 2008

O relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), na semana passada, mostra que o Maranhão avançou nas políticas de redução da mortalidade infantil no estado. Dados parciais de 2007 revelam ainda que a tendência de queda das taxas é forte, uma vez que os indicadores do estado continuam em franca recuperação.
O levantamento mundial, que avaliou a situação geral da primeira infância (crianças de até 6 anos), trouxe uma boa nova. O Brasil melhorou 27 posições no ranking da taxa de mortalidade na infância (menores de 5 anos) e o Maranhão contribuiu para o decréscimo.
O Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI) foi um dos propulsores da mudança. O Maranhão melhorou significativamente neste item, saindo de 0,466 para 0,651, uma melhora em torno de 46%, superior à melhora da região Nordeste e do Brasil, com 34,2% e 20,4%, respectivamente.
Apesar de o Maranhão deter a segunda maior taxa de mortalidade infantil de menores de 1 ano, registrou-se neste período uma contínua redução. A taxa do estado caiu quase pela metade, passando de 73,6 a 40,7, entre 1991 e 2006.
O secretário de Estado da Saúde, Edmundo Costa Gomes, chamou a atenção para os dados parciais referentes ao ano passado. Embora ainda não consolidados, o gestor estadual disse que os números revelam melhorias no desempenho do Maranhão. A proporção de nascidos vivos com quatro ou mais consultas pré-natal, por exemplo, subiu de 55,2 em 2006, para 74,5 em 2007.
Os indicadores da mortalidade materna, que também são elevados na região Nordeste, obtiveram melhorias. Em números absolutos, os óbitos maternos em 2006 chegaram a 98 casos. No relatório preliminar de 2007, foram apenas 51.
Para a superintendente de Atenção Básica, Marielza Cruz Sousa, o sistema de informação referente à mortalidade infantil e materna também merece destaque. Houve uma redução do percentual do sub-registro de 70,7% em 1991 para 22,4% em 2006, atingindo uma variação de 68,3%. No mesmo sentido, Marielza Sousa citou a queda do percentual de crianças menores de 2 anos desnutridas, que passou de 17,4% para 5,6%.
O secretário Edmundo Gomes frisou que, entre as prioridades da SES para 2008, está a redução da mortalidade infantil e materna. Para tanto, foram definidas como estratégias o reforço das ações voltadas à saúde da mulher e da criança, tendo a Estratégia Saúde da Família como eixo estrutural da atenção básica.
No conjunto dessas ações, está contemplada a reestruturação das unidades básicas de saúde (UBS), que já estão sendo beneficiadas com equipamentos como balança, fita métrica, estetoscópio, tensiômetro e nebulizador.
A SES elaborou também um kit da atenção básica para os agentes comunitários de saúde, que inclui bicicletas para o deslocamento a áreas de difícil acesso, mochilas e capas de chuvas.
Os sais de hidratação oral, popularmente conhecido como soro oral, foram outra
importante aquisição do governo estadual na busca do fortalecimento das ações
primárias. "Entendemos que a atenção básica é a porta de entrada do SUS e que precisamos investir na estruturação dos nossos serviços para garantir um atendimento de mais qualidade à população", finalizou o secretário Edmundo Gomes.