São Luís - Maranhão,
Com um pé fincado nas influências rítmicas maranhenses e outro nas tendências contemporâneas da música mundial, o projeto Criolina, encabeçado pelos cantores e compositores maranhenses Alê Muniz e Luciana Simões, com CD lançado ano passado, já colhe bons frutos. O trabalho foi um dos pré-selecionados para disputar, na categoria revelação, o Prêmio Tim de Música um dos mais reconhecidos do gênero no Brasil, que acontece no mês de maio no Rio de Janeiro.
Radicada há quase um ano em São Paulo, a dupla formada por Luciana Simões e Alê Muniz tem trilhado um caminho de conquistas e reconhecimento. Uma boa mostra disso é a pré-seleção para o Prêmio Tim de Música. Como não há inscrição, os dois foram pegos de surpresa quando leram um e-mail que receberam da organização do prêmio. “Para nós foi uma grande surpresa. Eles nos acharam aqui. Tivemos uma boa receptividade do nosso trabalho e críticas positivas em grandes jornais, como a Folha e o Estadão”, diz Alê Muniz, em entrevista por telefone. “Esse é um bom resultado do que estamos fazendo aqui em São Paulo. É algo bacana, que ajuda a difundir o nosso som. Acho que é uma boa notícia para a música do Maranhão”, completa Luciana Simões.
Com a pré-indicação, a organização do Prêmio Tim de Música pediu para que os artistas enviassem 21 CDs para que sejam distribuídos aos jurados, formado em sua maioria por críticos, jornalistas e músicos, para que avaliem o primeiro disco do projeto Criolina, lançado ano passado de forma independente, reunindo 13 faixas compostas pelos maranhenses. “Agora estamos na expectativa. Várias pessoas de gabarito irão conhecer o nosso trabalho. Isso também poderá render bons resultados, mesmo que não estejamos entre os cinco indicados”, diz Alê Muniz. Por falar em críticos, os dois já chegaram a São Paulo arrancando elogios. Foi o caso de Lauro Lisboa Garcia, d’O Estadão, que fez uma boa avaliação do trabalho do projeto Criolina. “Esse foi um grande impulso para o nosso CD que também circulou em listas como um dos melhores lançamentos do ano passado.
Estamos ganhando mais espaço e tendo um reconhecimento também no meio artístico”, conta Alê.
Os shows na capital paulista não param. Logo que chegaram, enviaram material de
divulgação para o circuito Sesc, bastante conhecido em São Paulo. Percorreram várias cidades do interior, como São José do Rio do Preto, Campinas, Araraquara, entre outras. Além desses locais, os dois maranhenses já caíram na noite e tiveram uma boa receptividade.
A apresentação é totalmente baseada no primeiro trabalho do Criolina, mas trazendo algumas releituras de canções que influenciaram a dupla. No repertório, o público se surpreende com interpretações de Roberto Carlos até “Tai”, famosa marchinha de carnaval, em ritmo de ska. E é aí que mora o segredo do CD “Criolina”: todas as influências de Alê Muniz e Luciana Simões, como a black music e o som dos anos 70, sem esquecer as raízes nordestinas - e, mais precisamente, as maranhenses. Uma música nova, intitulado “Rosilene”, um blues, também já está no roteiro musical. “Em São Paulo há espaço pra todo mundo. O público é bastante aberto. Os ritmos do Maranhão despertam a atenção de quem ouve”, constata Alê Muniz. Agora é torcer para que a dupla Alê Muniz e Luciana Simões esteja entre os cinco selecionados para disputar o Prêmio Tim de Música na categoria revelação e representar o Maranhão.
