São Luís - Maranhão,
O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) decidiu ampliar as investigações sobre vestibulares realizados por instituições particulares no Estado.
O objetivo é preservar um padrão mínimo de qualidade do ensino. A matéria sobre um repórter de um jornal goiano, que foi aprovado em quatro vestibulares para direito sem sequer ter lido 80% das questões das provas, pesou decisivamente na postura do Ministério Público.
Segundo a assessoria de imprensa do MPF, o repórter se inscreveu em cinco vestibulares agendados e foi aprovado em quatro. A estratégia adotada era responder apenas 20% das questões e marcar a alternativa "A" nas outras questões, sem lê-las. Além disso, na redação, o repórter teria de escrever apenas um texto com dez linhas.
A Universidade Paulista (Unip) de Goiânia já vinha sendo investigada, em razão dos indícios de mercantilização da prestação de ensino e ausência de critérios no processo seletivo. A instituição aprovou, em seu vestibular de direito, o menino João Victor Portellinha de Oliveira, de oito anos, estudante do ensino fundamental, com desenvolvimento mental correspondente à idade.
A procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira quer que o Ministério de Educação (MEC) realize, num prazo de 30 dias, uma fiscalização intensa dos processos seletivos em todas as instituições.
O objetivo é verificar se estão adotados critérios pedagógicos suficientes para preservar um padrão mínimo de qualidade do ensino, conforme estabelece a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Segundo a assessoria de imprensa, caso o MEC não cumpra o prazo estipulado, o MPF pode entrar com uma ação.
