
O avião da TAM que seguiria de São Luís para Brasília, na tarde de segunda-feira, no vôo JJ-3183, continua em solo para manutenção. A empresa vai verificar se a colisão com um urubu durante o procedimento de decolagem não afetou a estrutura mecânica da aeronave. A ameaça de novos incidentes como este é constante no aeroporto internacional de São Luís, já que a distância de segurança dos aeroportos para áreas de acúmulo de lixo orgânico não é obedecida.
Do aeroporto para o Centro da cidade, a distância é de 15 km, cinco a menos do que determina a legislação aeroportuária. O problema se agrava porque nesse perímetro existem muitos pontos de acúmulo de lixo, caso do Mercado do Peixe, onde os animais se alimentam dos restos de pescado e mariscos.
Em outras direções, no entorno do Marechal da Cunha Machado também existe uma grande quantidade de resíduos orgânicos, inclusive matadouros clandestinos, o que serve de alimento a esses bichos e os atrai para o entorno das pistas de decolagem, um perigo para os pousos e decolagens. A feira da Cidade Operária, também alimenta esses animais e o raio de distância das pistas é menor ainda, cerca de 5 km.
O único aterro sanitário da capital está localizado no entorno do aeroporto, mas segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos (Semosp), a distância entre o lixão e o terminal é de 20 km conforme a legislação pede. Por isso, a Semosp não fez relação entre o lixão e a ave que impediu a decolagem da aeronave, mas reconheceu que no Aterro há uma proliferação desses animais. Situação que poderá acabar este ano através de um projeto de expulsão dos urubus no Aterro, previsto para ser instalado ainda este ano.