
Moradores e comerciantes da feira do João Paulo reclamam do mau cheiro e outros incômodos gerados pelo modo como o lixo da feira é confinado.
Segundo os reclamantes, os dejetos são alojados de forma imprópria em depósito aberto e próximo a residências e estabelecimentos fornecedores de alimento. Mesmo esvaziado uma vez por dia pela empresa de limpeza pública, o lixão é um atrativo de doenças, e espanta a clientela de comerciantes do local.
Cliente de um restaurante na feira, bem próximo ao depósito de lixo, a técnica de enfermagem Lúcia de Fátima, 40, lamentou o mau cheiro suportado quase diariamente. “Só venho almoçar aqui quase todos os dias pela qualidade da comida, mas o mau cheiro me faz pensar duas vezes”, relatou Fátima.
Outro cliente do mesmo estabelecimento, o técnico de informática Jackson de Assis Rodrigues, 40, contou que a fedentina parece piorar com o calor e durante a hora do almoço. “Também freqüento aqui no fim da tarde, durante o horário em que a Limpel recolhe o lixo. Infelizmente o cheiro fica no ar, não adianta”, contou Rodrigues.
A proprietária do estabelecimento, que não quis se identificar, relacionou o problema a atual administração da feira. Segundo a comerciante, o lixo era confinado em um depósito afastado das bancas de alimento e residências há três anos, quando outra gestão era responsável pela feira do João Paulo.
Proprietário de um bar fora da feira e em frente ao depósito, e morador da rua onde o lixo fica confinado, Antonio Furtado disse se sentir prejudicado pela situação. “Ficamos vulneráveis a doenças, porque o lixo é guardado dentro de um depósito aberto, e não em um recipiente vedado, que impeça a exposição dos dejetos”, reclamou o comerciante. Furtado afirmou que o incômodo existe a cerca de três anos, quando o lixo oriundo da feira foi remanejado para esse depósito.