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Chuva volta a inundar residências

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Por: O Imparcial
Data de Publicação: 7 de abril de 2008

A madrugada de ontem foi, mais uma vez, de muita chuva em São Luís. Para os moradores da Vila Marinha e Vila Progresso, localizadas no Cohafuma, foi mais uma noite de preocupação, medo e apreensão, tudo por conta da grande quantidade de água que invadiu várias casas das duas vilas, deixando um rastro de destruição nas ruas e algumas famílias desabrigadas. Toda vez que uma chuva se forma, os moradores das vilas não conseguem dormir.

Os problemas na Vila Marinha começam logo na rua principal, chamada Rua do Professor, no Cohafuma. Com as fortes chuvas, o asfalto está começando a ceder e um enorme buraco está se formando, ameaçando as casas que ficam próximas à encosta.

Ontem, mais uma parte do asfalto cedeu, preocupando a família de Francisco das Chagas Rego, que mora no local há sete anos. “Desde a semana passada estamos tendo problemas aqui. Segurança nós não temos mais. Tenho medo que haja um deslizamento. Não quero mais ficar aqui, vou me mudar logo”, disse.

Descendo um pouco mais pelas ruas do bairro é possível observar a destruição que a chuva deixou. Vários buracos formaram-se, dificultando o acesso de pessoas e automóveis. Há locais onde carros não passam. Um exemplo disso é a Rua da Paz que, segundo os moradores, dependendo da chuva, a água chega a quase um metro de altura.

O problema se agravou depois que um canal que existia na Avenida Colares Moreira, próximo a um posto de combustível, foi fechado. Como a água não tem para onde escorrer, vai para as ruas da Vila Marinha, prejudicando os moradores.

Vila Progresso

Na Vila Progresso, que fica ao lado da Vila Marinha, no final da Rua da Paz e que também foi esquecida pelas autoridades, os problemas continuam. Ontem pela manhã, os moradores se reuniram para abrir uma vala para que a água da chuva pudesse escoar com mais facilidade e não invadisse as casas da Rua Paris. Quem teve a sua casa inundada com a forte chuva de ontem foi Marcelina Barros, que mora no local há 18 anos. Ela perdeu até comida que estocava.

“Passei a noite inteira acordada. Como tem uma barreira na minha porta, a água não invadia, mas dessa vez foi diferente. Quando me espantei tinha água até no meu quarto. É absurda essa situação, não sei mais o que fazer”, reclamou.

O presidente da Associação de Moradores da Vila Progresso era um dos que estava abrindo a vala. Disse não saber mais o que fazer para que a Prefeitura faça algo por eles. “Já encaminhei vários documentos à Prefeitura, mas nunca obtive resposta. Tenho tudo arquivado”, desabafou.


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