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Ecologistas querem que Parque do Bacanga seja tombado pela Unesco

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Por: Jornal Pequeno
Data de Publicação: 7 de abril de 2008

Assessor da Secretaria de Planejamento do Governo do Maranhão, o médico-veterinário e advogado Ribamar Soares está empenhado em uma conquista histórica para o meio-ambiente do Estado.

Junto com um grupo de amigos ecologistas e ambientalistas, ele trabalha para obter o tombamento do Parque Estadual do Bacanga junto à Organização das Nações Unidas à Educação e Cultura (Unesco).

Além dos moradores da região, quem vai ganhar com a nova bandeira internacional da Unesco no Parque do Bacanga é a UFMA e o futuro Cefet que vai ser implantado na região, já anunciado pelos governos federal e estadual. A área Itaqui-Bacanga possui 106 quilomentos quadrados e produz 48% do PIB do Maranhão. Um quinto da população da região metropolitana da Grande São Luís reside no Itaqui-Bacanga.

“Se for tombado pela Unesco, o Parque Estadual do Bacanga vai atrair investimentos para a melhoria da qualidade de vida dos moradores e principalmente na proteção ostensiva do meio-ambiente”, diz Soares. Vale lembrar que em dezembro passado, São Luís celebrou 10 anos como Patrimônio Cultural da Humanidade, título também concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco).

Seis mil anos de história de vida

O Parque Estadual do Bacanga possui vegetação típica da Floresta Amazônica. São 3.065 hectares, incluindo o Sítio do Físico. O reconhecimento da Unesco vai estimular também o turismo ecológico e aulas de educação ambiental in loco, trilhas e a pesquisa científica. No local, já foram encontrados sambaquis com fragmentos de cerâmica indígena de mais de seis mil anos.


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