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Chuvas deixam 33 mil pessoas desabrigadas no Maranhão

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Por: Central de Notícias
Data de Publicação: 8 de abril de 2008

Segundo o último boletim da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, divulgado nesta segunda-feira (07), pelo menos 55.013 pessoas já foram afetadas pelas enchentes no Maranhão.

Cerca de 33 mil pessoas estão em abrigos. De acordo com levantamento da Secretaria de Cidades, Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável (Secid), em 86 municípios maranhenses há registro de desabrigados ou desalojados.

O secretário Nacional da Defesa Civil, Roberto Guimarães, chega nesta terça-feira ao Estado para realizar sobrevôos nas principais áreas afetadas pelas águas. Guimarães deve se reunir pela manhã com o Comitê de Emergência, coordenado pelo secretário chefe da Casa Civil, Aderson Lago, que tem centralizado as ações de atendimento aos atingidos pelas inundações.

Os municípios de Trizidela do Vale e Pedreiras, ambos na região do Médio Mearim, são os mais afetados pelas enchentes. Em Trizidela do Vale 3.836 pessoas ficaram desabrigados desde o início do período chuvoso. Quatro pessoas já morreram vitimadas pelas enchentes. Os óbitos foram registrados nos municípios de Lagoa Grande e Governador Archer. Há um desaparecido em Alto Alegre do Pindaré.

"As equipes da Defesa Civil estão alimentando os boletins a todo o momento. Com isso, estamos acompanhando a situação dos desabrigados de maneira muito próxima. À medida que as informações chegam, o número de afetados vai se elevando", explicou o coronel Roberto Araújo, coordenadora da Defesa Civil do Estado.

Em 28 municípios, as prefeituras decretaram situação de emergência. Através das equipes da Defesa Civil são chancelados os decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública.

O Governo do Estado adquiriu 15 mil toneladas de alimento junto à Conab em Teresina (PI), que estão sendo distribuídas em cestas básicas, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, e abriu processo de compra de mais 50 toneladas.

Segundo o cel. Roberto Araújo é muito raro a decretação de estado de calamidade. "Para se ter uma idéia no ano passado não houve decretação de estado de calamidade em nenhum local afetado por desastre no país", lembrou Araújo.

As equipes da Defesa Civil estarão hoje nos municípios de Nina Rodrigues, Pindaré-Mirim e Alto Alegre do Pindaré. Mais de 60 homens estão envolvidos nas ações de assistências às pessoas desabrigadas ou desalojadas.

A Defesa tem cumprido tarefas como a distribuição e montagem de kits, bem como administração de abrigos. As pessoas desabrigadas estão alojadas em igrejas, galpões, colégios, etc. Os abrigos estão comportando entre cinco e 30 famílias.

O coordenador da Defesa Civil esclarece que todos os procedimentos de levantamento de informações estão sendo confirmados, através de formulários distribuídos pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, em Brasília.

Mesmo sem a decretação de estado de calamidade, o município afetado fica habilitado a receber recursos do governo federal. Roberto Araújo alerta os prefeitos que evitem buscar a decretação de emergência para resolução de outros problemas de ordem financeira enfrentados pela administração municipal.

Desde janeiro deste ano, a Defesa Civil trabalha com o Plano de contingências a partir do alerta da coordenadoria nacional. O monitoramento estava previsto para se estender até o mês de abril, mas a previsão é de continuidade das chuvas até o maio.

Em relação à Barragem do Flores, o coordenador da Defesa Civil garante que não há perigo de rompimento iminente. Mesmo assim, o órgão vem fazendo o monitoramento da área.


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