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 /> São Luís - Maranhão,
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Chuvas regam ambições de prefeitos maranhenses

 As chuvas precipitam o povo maranhense num abismo de miséria ainda maior.Com 55 mil afetados, segunda a coordenação estadual da Defesa Civil, o Estado ganhou a dianteira entre os nordestinos que estão sob águas desde que as chuvas se intensificaram em março.

O Maranhão também está na dianteira em relação ao número de municípios afetados.Em quase metade dos 217 municípios maranhenses os prefeitos querem porque querem decretar situação de emergência.

De olho grande nos cofres da União e do Estado, os prefeitos enxergam primeiro a resolução de seus problemas de caixa, gerados durante a administração ou com vistas à eleição de outubro. Como o maranhense é solidário, aparentemente, em situações de calamidade, esses prefeitos
manifestam um sentimento filantrópico cima de qualquer avidez das rapinas.Juram que estão com as melhores das intenções com o próximo.

Há um alvoroço em torno da decretação da situação de emergência. Com o instrumento em punho podem as prefeituras contratar sem licitação serviços necessários ao atendimento das populações desalojadas de suas pobres casas.  Tudo começou em dosi municípios: Raposa, Paço do Lumiar e Gonçalves Dias. Aumentando conforme os pingos d´água, chegamos a 28
municípios em situação de emergência.

Na história recente da política do Maranhão encontram páginas manchadas por dedos da corrupção cometida sob o manto do espírito solidário e da responsabilidade do gestor honesto. È a indústria da secas ao avesso.

Municípios como Lago da Pedra, Arame, São Luís Gonzaga e outros agora castigados pelas águas, por anos a fio suas populações sofrem sob o jugo de grupos políticos norteados apenas pelos seus projetos políticos de dominação. Daí a afobação em decretar situação de emergência e até estado de calamidade.

Às vésperas das eleições de outubro é preciso tomar cuidados com os prefeitos gaviões infinitamente mais interessados em bicar as verbas destinados à atender os flagelados para seus projetos eleitoreiros.Em São Luís a fratura é escamoteada pelo gestor municipal que preferelançar mão de tiradas que acredita espirituosa.  Enquanto discute a São Luís de 2012, a cidade enfrenta nos dias atuais problemas que remontam o século XVII, quando os portugueses iniciaram o traçado da cidade. Mesmo assim aqui e acolá se soletra a palavra planejamento estratégico como quem junta um bê com á.

Os problemas urbanos gerados pelas chuvas não são menores que os dos flagelados das zonas rurais do Estado. Mas, com medo de sofrer um revés em sua imagem ilibada e imperiosa, o prefeito Tadeu Palácio prefere agir como se nada houvesse entre o céu e a terra. Pior para os eleitores inebriados por uma imagem esculpida por um marketing que desfalca em milhões os
cofres municipais. Só podemos deduzir que, ou por incompetência ou por simples opção os gestores perpetuam problemas ancestrais.
 

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