São Luís - Maranhão,
O prédio que desabou a um mês na Rua do Sol, Centro, ainda oferece perigo. O entulho continua no local e parte da parede que ainda não desabou oferece risco aos imóveis vizinhos. Eles temem um novo desabamento e reclamam das infiltrações causadas pelo acúmulo de água sobre o terreno.
Na loja que fica do lado direito dos escombros, a vendedora reclama de infiltrações na parede que ficam mais evidentes a cada chuva, segundo ela, causadas pelo acúmulo do entulho.
“Seria bom que viessem limpar esse terreno e terminar de derrubar a parede. Quando interditaram a área nos foi dito que não haveria mais problemas, porém, não resolveram a situação por completo”, conta Marinalva Pereira. A loja onde ela trabalha ficou fechada por três dias durante a interdição.
O proprietário do imóvel em que funciona a loja disse esperar uma medida de urgência por parte dos órgãos competentes. O imóvel é herança familiar e ele teme alguma avaria séria por causa das infiltrações.
“Essas infiltrações tendem a espalhar-se por toda a construção”, explica Antônio Maria Nunes. Alerta ainda que pessoas têm se arriscado indo ao local para carregar restos de tijolos do antigo casarão. Preocupado com a situação, ele vem acompanhando as análises dos laudos sobre a área e está em constante contato com os órgãos competentes que trabalham para resolver o impasse.
Segundo o Departamento de Patrimônio Artístico e Paisagismo do Maranhão, não há possibilidade de derrubar o que resta, pois se trata de imóvel tombado. A medida tomada pelo órgão foi o envio de laudo técnico para a Superintendência de Patrimônio Cultural requerendo recurso para escoramento e estabilização do imóvel. “O processo é demorado, pois depende de licitação. Porém, o prédio não oferece risco de desabar”, afirmou o diretor do departamento, Alan Jorge Pires.
Desabamento
O casarão da rua do Sol, nº 607, desabou dia 2 de abril. A área foi interditada pela Defesa Civil e algumas lojas próximas ao local precisaram mudar para outros prédios por causa do risco de acidentes. A loja acima citada continua a funcionar no mesmo lugar por determinação da Defesa Civil, que segundo a vendedora, afirmou não haver mais riscos.
