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China e Tibete acertam nova rodada de negociações

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Por: EFE
Data de Publicação: 5 de maio de 2008
 Representantes do governo chinês e do Dalai-Lama, que neste domingo mantiveram sua primeira reunião desde as revoltas tibetanas do dia 14 de março, acertaram realizar uma nova rodada de consultas, informou a agência oficial Xinhua.  A nota oficial não dá informações detalhadas em relação ao conteúdo e desenlace do diálogo, mas dá a entender que o encontro de domingo, que devia durar três dias, foi dado por finalizado.

A agência estatal cita fontes anônimas presentes no encontro na cidade sulina de Shenzhen entre os emissários do dalai-lama com as autoridades chinesas do Departamento de Trabalho da Frente Unida do Partido Comunista da China, sem capacidade de decisão. A Xinhua explica que os representantes chineses responderam com paciência às perguntas feitas pelos dois emissários e trocaram suas opiniões sobre futuros contatos e consultas.

Os funcionários chineses assinalaram aos tibetanos que "os tumultos do dia 14 de março representaram novos obstáculos para o reatamento de contatos e consultas com o grupo do dalai-lama".

A segurança em torno da reunião de domingo, o primeiro encontro após seis rodadas de diálogo entre representantes do dalai-lama e do Governo chinês desde 2002, era muito intensa, segundo explica o jornal South China Morning Post. A reunião aparentemente aconteceu na Vila Kylin, uma casa de hóspedes de Estado, e as autoridades proibiram o acesso de jornalistas que se deslocaram até o local.

O encontro foi o primeiro desde que os mais violentos protestos contra a China em duas décadas sacudiram a cidade de Lhasa em 14 de março. Pequim acusa o dalai-lama de ser o responsável pelos atos de violência que provocaram a morte de pelo menos 22 pessoas. Os tibetanos no exílio sustentam que o número de vítimas chega a 140 em toda a região.

As manifestações começaram de modo pacífico no dia 10 de março, para marcar o 49º aniversário do fracassado levante dos tibetanos contra o domínio chinês, em 1959. O movimento foi reprimido pelo Exército, o que forçou o exílio do dalai-lama na Índia.

No dia 14 de março, as manifestações tornaram-se violentas e os principais alvos dos tibetanos passaram a ser lojas e casas de chineses da etnia han, majoritária no país (91,6%). No Tibete, os han são minoritários, mas dominam muitos dos negócios que prosperaram com o crescimento econômico da região. Representantes do dalai-lama e de Pequim realizaram seis rodadas de negociações desde 2002, mas sem avanços na busca de um acordo para a região. 

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