
O líder paramilitar desmobilizado Carlos Mario Jiménez foi extraditado aos Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, informou o governo colombiano.
A extradição acontece depois de a Justiça colombiana ter revogado na terça-feira a decisão de um tribunal de Bogotá que a impedia.
"Ao ser notificado da decisão que impedia a extradição e em coordenação com a Embaixada dos EUA em Bogotá, o governo apresentou os recursos que permitiram sua extradição", informou a Presidência da Colômbia em comunicado.
Segundo a
Radio Caracol, Jiménez foi enviado a Miami em um avião da Direção de Controle de Drogas dos EUA (DEA) e de lá partiria para Washington, onde é requerido por um Tribunal.
De acordo com a emissora de rádio, Jiménez deixou a prisão em um helicóptero oficial, e participaram da operação outras aeronaves que serviram de escolta.
Após os trâmites legais, o ex-líder paramilitar foi entregue às autoridades americanas pouco depois da meia-noite (horário local), segundo a
Radio Caracol.
Jiménez, de 36 anos, é natural do departamento de Risaralda e foi chefe do Bloco Central Bolívar, um dos maiores das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).
Esta organização, criada para combater a guerrilha, participou de conversas de paz com o governo de Álvaro Uribe entre 2003 e 2006, e mais de 31 mil combatentes deixaram as armas.
A extradição do ex-paramilitar foi autorizada por Uribe em 4 de abril, dois dias depois de a Corte Suprema de Justiça (CSJ) considerar que o pedido americano estava de acordo com as leis colombianas.