
Um negociador palestino disse na quarta-feira que qualquer acordo de paz com Israel seria adiado caso a investigação policial do premiê isralense, Ehud Olmert, o force a renunciar e novas eleições sejam feitas.
Saeb Erekat descreveu o caso como uma questão interna dos israelenses, mas afirmou que os palestinos a acompanham de perto.
"Se eles decidirem fazer novas eleições, então atrasaremos mais um ano. Se (a ministra das Relações Exteriores israelense Tzipi) Livni assumir, vamos continuar na mesma", disse Erakat, referindo-se à vice designada por Olmert.
Mediadas pelos Estados unidos, as conversas sobre a criação de um Estado palestino avançaram pouco desde que começaram, há seis meses. Os EUA esperam que um acordo seja feito antes que o presidente George W. Bush deixe o cargo, em janeiro.
Já atingido por uma série de escândalos de corrupção dos quais nega participação, Olmert foi subitamente interrogado pela polícia na sexta-feira, devido a acusações novas.
Os aliados de Olmert dizem que seus oponentes de direita querem atrapalhar as negociações com os palestinos.
Uma ordem judicial impede a imprensa israelense de dar detalhes sobre as suspeitas contra o premiê. Olmert disse que está cooperando com os investigadores e condenou os "rumores maliciosos e viciados" sobre o caso.
O gabinete de Olmert negou uma reportagem da televisão al-Jazeera que citou fontes anônimas, que teriam dito que ele planejava renunciar ou se afastar temporariamente do cargo na semana que vem.
Caso Olmert saia mais cedo do cargo, seu partido, o Kadima, pode nomear um sucessor entre as suas próprias fileiras. A provável escolhida é Livni, que também é vice-premiê e chefe das negociações de paz com os palestinos.
Uma eleição pode suceder a renúncia Olmert, caso sua coalizão se desfaça. Não há nenhuma votação agendada até 2010.