São Luís - Maranhão,
A procura por cursos de gastronomia, segundo coordenadores de universidades, aumentou muito nos últimos anos. Também, pudera, o consumidor está cada vez mais rigoroso com a comida que consome: cobra novos sabores e mais qualidade do que lhes chegam à mesa. Assim, os profissionais da gastronomia se consolidam no mercado tanto brasileiro e conseguem boas colocações no exterior.
Segundo a vice-presidente da Associação Brasileira da Alta Gastronomia (Abaga), Sônia Regina Jendiroba, a gastronomia brasileira avançou muito após um empurrãozinho de fora do país. “Os estrangeiros valorizaram nossa mão-de-obra e nossa matéria-prima. Começaram a nos mostrar comidas mais sofisticadas com o que temos no Brasil. A alta gastronomia é uma bela apresentação de tudo o que temos de melhor”, diz.
Foi assim que a cozinha e a boa mesa ganharam uma atmosfera de glamur. Revistas especializadas falam sobre o assunto e o conhecimento sobre vinhos se popularizou tanto, que pode ser ouvido em conversas empolgadas em mesa de boteco.
Mercado estrangeiro aberto
O mercado de trabalho, de acordo com Krause, é excelente tanto para quem quer fazer uma carreira no país, quanto para quem busca desbravar fronteiras internacionais. “Temos um grande número de alunos no exterior. E há facilidade para a obtenção de vistos de trabalho, em países como os Estados Unidos, que são rigorosos. Falta mão-de-obra especializada.”
No país, há uma concentração de possibilidades gastronômicas nas metrópoles, que já está se expandindo para as cidades vizinhas. “Capital é, sem dúvida, a cidade mais desenvolvida do ponto de vista gastronômico. Mas há um movimento, com a profissionalização, que atinge o interior do estado”, afirma a coordenadora do curso de gastronomia do Centro Universitário Senac, Ingrid Schmidt-Hebbel.
Salário
Embora não seja necessário fazer curso superior para trabalhar como chef de cozinha, boa parte dos jovens que percebem seu talento na área procura cursos e faculdades. A profissão não é regulamentada e, por isso, não existe órgão ou conselho que fiscalize a atuação dos chefs.
Os salários para iniciantes variam em torno da média de R$ 1.200, de acordo com os especialistas ouvidos pelo G1. Os que se tornam celebridades conseguem salários muito mais altos, que atingem a casa dos R$ 15 mil a R$ 20 mil.
