
Coordenadores dos Programas de Atenção às DST/Aids dos nove Estados nordestinos começam a discutir a partir desta segunda-feira (02), às 8h, em São Luís, um modelo de gestão que seja realmente eficaz na melhoria dos indicadores da região. Esta é uma das pautas da Reunião Macro Nordeste, que será realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), no Litorânea Praia Hotel até a terça-feira (03).
A primeira atividade da Reunião, depois do acolhimento das delegações estaduais, será a apresentação da Carta de Fortaleza, documento elaborado ao final do último encontro de coordenadores da região Nordeste, ocorrido em dezembro de 2007, e que reúne propostas e reivindicações voltadas para a atualização da política nacional. No evento da capital maranhense, o Ministério da Saúde responderá aos questionamentos dos programas estaduais.
“A cada reunião da macro sai uma carta de reivindicações para o Programa Nacional da DST/Aids. Essa mesma tarefa executaremos ao final do encontro de São Luís”, explicou a coordenadora do Departamento de Atenção às DST/Aids da SES, Sílvia Viana, acrescentando que foram convidados também os coordenadores dos programas municipais que recebem financiamento do Ministério.
O segundo momento da Macro se concentrará na realização das oficinas com o debate sobre os avanços e dificuldades no monitoramento dos indicadores priorizados para a região Nordeste. Cada grupo formado por representantes de três Estados terá a oportunidade de falar de suas experiências.
Entre os pontos destacados para a discussão estão a redução da transmissão vertical HIV/Sífilis, ampliação do acesso à assistência e aos insumos de prevenção, além da ampliação da oferta de sorologia para HIV. Para intermediar os trabalhos, foram convidados os representantes do Ministério da Saúde, Carmem Dhália e Sérgio D’Ávila.
Terça-feira (03), segundo dia da reunião, haverá os informes sobre as Comissões de Gestão (Coge) e da Nacional de Aids (Cnaids). As discussões serão coordenadas por Allan Miranda, secretário executivo de ambas as comissões. “Aproveitarei o momento para falar sobre o perfil dos coordenadores do programas que representam as regiões. É importante que a gestão tenha continuidade e não seja mera representatividade”, destacou Allan Miranda, que é um dos representantes da Macro Norte.
A programação inclui também uma palestra sobre a abordagem laboratorial da rede de genotipagem, cujas discussões serão coordenadas por Lílian Inocêncio, técnica do Programa Nacional de DST/Aids. O encerramento ficará por conta da elaboração da Carta São Luís e da eleição da próxima cidade que sediará a Macro Nordeste, previsto para acontecer em dezembro deste ano.