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Pré-candidatos antecipam crime eleitoral

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Por: Henrique Bois - Badaueonline
Data de Publicação: 2 de junho de 2008
O presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), veio a São Luís espernear contra a Justiça Eleitoral. Acha absurda a fiscalizaçãosobre aqueles que antecipam a campanha eleitoral.  O filho do prefeito César Maia, que aqui esteve acompanhado pelo filho do senador Efraim Moraes, deputado Efraim Filho (PB), anfitrionado pelo filho de Mauro Fecury, deputado federal Clóvis Fecury (MA), citou como exemplo a pré-campanha nos Estados Unidos e os gastos de US$ 500 milhões que os norte-americanos já torraram nesta etapa.


Em sua primeira visita ao Maranhão, um território carente de políticas públicas que dignifiquem o cidadã, o carioca da zona sul, Maia preferiu ignorar as condições do eleitorado que pretende conquistar com a propaganda do partido, derivado do antigo e caquético PFL, à base de panfleto, aparições oportunísticas na televisão de aliados ou correligionários e outras artimanhas.


Há um conluio entre os grandes partidos para transgredir a lei que impede de seus candidatos darem a largada à frente de todos. Com recursos dos fundos partidários e doações de empreiteiros as grandes legendas promovem na prática aquilo que durante a campanha seria qualificado de crime eleitoral por abuso de poder econômico.


Em São Luís e também no interior do estado a campanha já está na rua. Alguém duvida de que Osmar Gomes Filho, Umbelino Filho e A – que não é dicionário, serão candidatos? Há mensagens não tão explicitas, mas que incorrem no mesmo crime.
 

Seria justo se os pré-candidatos de partidos pequenos, como Sebastião Santos, morador do Itaqui-Bacanga e pré-candidato pelo PRTB a prefeito de São Luís, ou mesmo o professor Paulo Rio, do PSTU, pudessem contar com as mesmas adesões voluntárias. Essa espontaneidade, porém, sabe-se que é emitida por comitês já montados que antecipam a campanha que legalmente só poderá ser iniciada em agosto.


Há cabos eleitorais que reagem com violência quando informados sobre o crime que ajudam a cometer (Veja fotos). É um exemplo de como a impunidade é mola propulsora do crime de toda natureza. Afinal, tirar vantagem é regra de políticos permanentemente agregados ao poder.



A utilização de blogs é uma outra façanha que deve ser reavaliada pelos tribunais eleitorais. Há candidatos cujos blogs são hospedados em site de grande visitação que estão pegando carona para fazer campanha a custo zero. Fica fácil justificar que não.


Seria bom que o Ministério Público Eleitoral colocasse na pauta de assuntos a fiscalização desses crimes que descaracterizam ainda mais o tipo de democracia representativa que tão caro custa aos brasileiros.
 

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