
Israel recebeu neste domingo (1º) uma caixa contendo o que o grupo xiita Hezbollah diz serem restos mortais de soldados israelenses mortos durante a guerra com o Líbano, em 2006. A informação foi dada por um porta-voz do Hezbollah ao canal de televisão libanês Al Manar, ligado ao grupo.
Helge Kvam, um porta-voz da Cruz Vermelha, disse à agência de notícias Associated Press que a atitude do Hezbollah foi uma "surpresa enorme".
A ação coincide com a entrega, também neste domingo, do espião libanês Nasim Nisr, que esteve seis anos preso pelas autoridades israelenses por suposta espionagem e colaboração com o grupo.
Nisr, de 39 anos, foi levado de uma prisão no centro de Israel para o norte do Líbano. De acordo com a Associated Press, após ser libertado, Nisr estava "nervoso mas feliz". "Eu espero que esse gesto se torne um acordo de troca de prisioneiros num futuro breve", disse seu advogado, Smadar Ben-Natan.
Segundo a agência de notícias Efe, as autoridades militares e políticas de Israel mantêm em absoluto segredo os detalhes da suposta troca de prisioneiros com o Hezbollah. "Por enquanto não vamos comentar esses informes", disse à Efe Mark Regev, porta-voz do primeiro ministro israelense.
Segundo a Associated Press, acredita-se que Israel mantenha sete prisioneiros do grupo xiita, enquanto o Hezbollah ainda esteja com dois soldados israelenses capturados em 2006. É provável que os soldados estejam gravemente feridos, e o Hezbollah não ofereceu nenhuma prova de que eles estejam vivos.