.jpg)
A situação política da Bolívia, onde neste domingo, 1, dois departamentos aprovaram por meio de referendos uma maior autonomia, revela-se "especialmente" preocupante, afirmou José Miguel Insulza, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O presidente boliviano, Evo Morales, classificou as consultas populares de ilegais, argumentando que o verdadeiro propósito dessas manobras é tirá-lo do poder e que esses processos favorecem os empresários do setor agropecuário e os latifundiários.
"O caso da Bolívia nos preocupa especialmente porque os temas em debate possuem uma estreita relação com a conservação e o fortalecimento da democracia, bem como com a preservação da unidade nacional", afirmou Insulza, ao abrir a Assembléia Geral da OEA, em Medellín.
"A fim de solucionar a crise torna-se indispensável respeitar os interesses legítimos da maioria nacional manifestada nesse governo e harmonizá-los com os interesses igualmente válidos das entidades regionais da Bolívia que buscam maior autonomia", acrescentou.
O chefe da OEA disse que entidade enviará observadores para acompanhar os referendos de confirmação de mandato a serem realizados no dia 10 de agosto.