Por: Ascom AL
Data de Publicação: 3 de junho de 2008
O deputado Alberto Franco (PSDB) declarou na sessão desta terça-feira (3) que, na opinião dele, a greve deflagrada pelos policiais civis e agentes penitenciários está acontecendo por um motivo justo e que a paralisação só aconteceu depois que a categoria "exauriu todas as possibilidades de entendimento" com o governo.
Franco criticou os deputados que saíram em defesa do projeto de Segurança Cidadã, que classificou como "um engodo" do governo para dizer que está desenvolvendo o Maranhão.
"Não se consegue desenvolver um Estado que tem quase três milhões de cidadãos analfabetos. É puro engodo, é pura demagogia dizer ao povo que estão desenvolvendo o Maranhão, quando nada se faz para tirar três milhões de cidadãos da escuridão do conhecimento. Não se consegue desenvolver um Estado quando na máquina administrativa tem no seu conjunto técnicos de nível superior ganhando R$ 800 por mês, um médico e um advogado R$ 1.200, uma enfermeira, contadores, economistas e engenheiros ganhando salários irrisórios. É pura demagogia, é puro engodo", acusou.
Como ex-policial civil Alberto Franco disse conhecer a importância da atividade desses profissionais para a segurança pública. Esclareceu que o agente de polícia, que pelas suas prerrogativas legais devia estar auxiliando o delegado nas investigações do crime, também trabalha no policiamento ostensivo.
"O agente de polícia tem um papel importante nesse processo de combate à violência, de elucidação dos crimes, e nós não podemos com discursos mudar o sentido desse movimento que eu sei que é um movimento pacífico, ordeiro, mas é um movimento que tem por objetivo garantir aquilo que foi acordado com o governo Jackson Lago".
O parlamentar contou ser autor de um projeto de valorização dos servidores que são técnicos de nível superior, mas que "não teve nenhuma receptividade, não teve nenhum resultado por parte do Poder Executivo".
De acordo com o deputado, o que os agentes em greve estão cobrando "nada mais é do que foi firmado com o próprio governo". E afirmou: "É estrategicamente viável e correto o governo chamar para a mesa de negociação, para encontrar uma solução pacífica e imediata, do que os colegas ficarem aqui fazendo discurso falacioso de ficção, tentando dar o sentido diferente do que é a greve dos agentes".- Próximo texto:
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