O deputado federal Gastão Vieira, pré-candidato a prefeitura de São Luís pelo PMDB, tem dito a interlocutores que para o presidente Luis Inácio Lula da Silva é inaceitável a eleição de um tucano para prefeito da capital do estado do senador José Sarney (PMDB-AP), conselheiro e aliado especial do petista.
Nos encontros esporádicos mantidos com presidente da República, levado pelas mãos do Sarney, Gastão Vieira teria pincelado para o petista o quadro sucessório em São Luís, sob o comando do PDT há 18 anos. No Maranhão, Sarney e pedetistas são água e óleo.
O ex-senador João Castelo é o nome mais viável, até agora, entre os pré-candidatos já apresentados, segundo as únicas pesquisas divulgadas sobre a eleição. Está muito à frente dos concorrentes. Foi esse quadro favorável que fez Castelo se desincompatibilizar da Empresa Maranhense de Administração Portuária, EMAP, para disputar a prefeitura de São Luís.
Experiente, Castelo tem certeza não contará com o apoio do presidente Lula para chegar ao Palácio La Ravardiére. Pelo contrário, será uma pedra em seu caminho.
O quadro sucessório em São Luís é complexo na perspectiva do grupo liderado pelo senador José Sarney e na da aglutinação de partidos sob coordenação do governador Jackson Lago.
Sarney vende fácil a Lula a candidatura de Gastão Vieira como aliado do PMDB. Porém, terá de empurrar goela abaixo a de Raimundo Cutrim, deputado estadual do DEM, partido opositor ao projeto petista em âmbito nacional. Cutrim está em situação mais viável na corrida. È incomparável sua situação com a do ex-secretário de estado da Educação no governo Roseana Sarney (1995-2002) Por ser do PMDB, Gastão se acha o eleito pelo Palácio do Planalto.
Outro aliado de lula é o deputado federal Flávio Dino (PCdoB). Dino faz defesa do governo Lula a quem diz representar no Maranhão. Faz eco com o comunista o deputado federal Cleber Verde, do PRB, partido do vice-presidente José Alencar. Tantos palanques afugentam a presença de Lula no Maranhão. Só há uma hipótese de Lula vir ao Maranhão. Castelo aparecer como uma opção contra um dos aliados do Palácio do Planalto.