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O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, recomendou na terça-feira que Equador e Colômbia mantenham consultas a respeito da crise provocada pela ação militar colombiana de março em território equatoriano, que resultou na morte de um dirigente da guerrilha Farc.
Insulza propôs que, ao final desses dois meses, sejam entregues os resultados dessas reuniões, para que seja possível restabelecer as relações diplomáticas bilaterais assim que possível, mesmo que num escalão inferior ao de embaixadores.
"O secretário-geral se permite neste momento sugerir aos países membros que esta reunião de consulta continue aberta e que se lhe permita dar conta em um prazo que não seja maior do que dois meses dos progressos alcançados", disse Insulza antes do encerramento da sessão da Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos, em Medellín.
"Penso que é necessário fixar um prazo prudente, mas não muito longo, para ratificar que nos encontramos no bom caminho. Sou otimista quanto aos avanços alcançados, mas acho que é importante não mantê-los no ar, e sim concretizá-los", acrescentou.
O presidente do Equador, Rafael Correa, rompeu relações com Bogotá depois da ação militar de 1o de março, que ele qualificou como "massacre". Venezuela e Nicarágua saíram em apoio a Quito, mas a crise acabou sendo atenuada dias depois com apertos de mãos numa reunião de cúpula.
O chanceler colombiano, Fernando Araújo, reiterou o interesse na retomada das relações com o Equador.
"As relações entre Colômbia e Equador são uma política de Estado acima das dificuldades ou das conjunturas políticas que se apresentem", disse ele.