De 23 a 26 de julho acontece o VII Festival de Sanfoneiros de Limoeiro do
Norte
Apresentações de selecionados e shows de Renato Borghetti, da alemã
Cathrin Pfeifer, entre outros, marcam a programação.
Há 40 anos a cidade cearense de Limoeiro do Norte, na região do Baixo
Jaguaribe realizava pela primeira vez um festival que representa a
vocação de sua população para a música, em especial, para o acordeão - ou
sanfona, em uma linguagem mais popular. Era o I Festival de Sanfoneiros,
idealizado pelo radialista Luiz Gonzaga de Freitas e concretizado pela Rádio
Educadora. O ano era 1968 e até 1972 o evento aconteceu anualmente, transformando o município, nos dias de festival, no maior palco de sanfoneiros do país.
Em 2007 o Festival, que esteve adormecido por 35 anos, foi reativado como
merecia: uma grande festa da sanfona, com participantes do Ceará e de
vários cantos do Nordeste. De 23 a 26 de julho de 2008, 40 anos depois de seu
início, o Festival realiza sua sétima edição, estimulando a busca de
melhor qualidade estética sonora na execução da sanfona e mostrando, a músicos e público em geral, as largas possibilidades de um instrumento tocado por
grande parte dos povos do mundo. Além do apelativo forró comercial, é
possível tirar desse instrumento a excelência da música, seja na valsa
mais tradicional, no jazz, no tango, no forró pé-de-serra, no sertanejo ou no
mais requintado chorinho.
Pela sua importância e reconhecida expressividade, o VII Festival de
Sanfoneiros de Limoeiro do Norte foi um dos 24 projetos de todo o país,
entre 260 inscritos, contemplados pelo 1º Edital Petrobras de Festivais
de Música. Além da Petrobras, esta edição do festival tem patrocínio da
Coelce, BNB e Sebrae-CE, numa realização do Instituto Brasil de Dentro e da
Secretaria de Cultura de Limoeiro do Norte.
A 7ª EDIÇÃO DO FESTIVAL
Apresentações de sanfoneiros selecionados e shows de instrumentistas
convidados compõem a programação do 7º Festival, que terá ainda oficina
de harmonia e aulas-espetáculos. Na noite de abertura, quarta-feira, 23, em
comemoração aos 40 Anos da 1ª edição do Festival de Sanfoneiros, será
relançado o livro “45 Anos de Rádio no Vale do Jaguaribe”, do radialista
Luiz Gonzaga de Freitas. Além disso, também na solenidade de abertura,
haverá a entrega de 40 troféus aos principais incentivadores do festival,
desde seu início.
Um total de 22 sanfoneiros do país participam do festival e concorrem a
20 mil reais em prêmios, sendo 10 mil para o primeiro lugar; 5 mil para o
segundo; 3 mil para o terceiro e 2 mil para o quarto colocado. As
apresentações acontecem de quinta a sábado à noite, seguidas de shows dos
instrumentistas convidados. Na quinta-feira (24): Cathrin Pfeifer
(Alemanha) com o guitarrista Jabuti (Brasil) e Ítalo e Renno (CE). Na sexta-feira
(25): Adelson Viana (CE) e Amazan (RN). Na noite de encerramento, sexta-feira
(26): Luizinho Calixto (PB), Renato Borghetti (RS) e João Bandeira (CE).
Durante o dia, de quinta a sábado pela manhã, o professor e arranjador
Tarcisio Lima ministra Oficina de Harmonia. À tarde, também de quinta a
sábado, os instrumentistas convidados Amazan, Adelson Viana, Luizinho
Calixto participam da Conversa de Sanfoneiro com aula-espetáculo.
AS ATRAÇÕES
Cathrin Pfeifer (Alemanha) com o guitarrista Jabuti (Brasil) A acordeonista vem da Alemanha, um dos primeiros países a adotar a sanfona.
Seu trabalho com músicos de diferentes origens culturais e suas
referências em diferentes estilos musicais como folk, rock, avantgarde, clássico,
etc. influenciam poderosamente seu estilo. Em suas composições descobre-se uma cosmopolita cheia de vida, poesia, aberta a surpresas estilísticas. A
instrumentista desenvolve trabalho musical junto ao guitarrista
piauiense/cearense Gilberto Fonteles, o Jabuti, há mais de 10 anos
radicado
na Alemanha. Eles se conhecem durante a primeira visita de Jabuti a
Berlim,
em 1993. Mas nunca haviam trabalhado juntos, até o início de 2008.
Durante
uma apresentação de Jabuti e o percussionista Abra Dutra, os músicos
convidaram Cathrin, que estava com seu instrumento, para subir ao palco.
Daí
nasceu a idéia de fazerem algo juntos. Esta é a segunda vez que ela vem
ao
Brasil. Há 12 anos esteve no Ceará e apresentou-se com Eugênio Leandro e
Manassés.
Ítalo e Renno (CE)
Os jovens multi-instrumentistas cearenses são dois legítimos
representantes
da nova geração de músicos que tecem um novo painel para a arte musical
do
Brasil. Marcante pela presença de dois acordeons no palco, a dupla inova
o
conceito tradicional da utilização do instrumento pela exploração de
infinitas possibilidades sonoras. Através da interpretação e da
improvisação, os músicos usam seu singular talento para desmistificar o
uso
do acordeon, levando-o para as searas do jazz, frevo, chorinho, samba,
tango, baião, forró e música erudita. A vitalidade das raízes sonoras
brasileiras, sua profundidade e a riqueza de atmosferas são exploradas no
repertório da dupla. Nele figuram composições autorais e releituras de
clássicos da música instrumental e popular brasileira. Como resultado,
arranjos inusitados que dão ares de contemporaneidade a grandes sucessos,
imprimindo suas marcantes personalidades musicais.
Adelson Viana (CE)
É acordeonista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical. Ao
lado de Raimundo Fagner atua como instrumentista e diretor musical. Já se
apresentou também com Zeca Baleiro, Dominguinhos, Lenine, Naná
Vasconcelos,
Paulo Moura, Fausto Nilo, Kátia Freitas, Manassés, dentre outros. Em 2004
esteve na França (Brest 2004) onde participou de shows no Espaço Brasil,
levando a música brasileira a um grande público presente. Recentemente
lançou o álbum Acordeom Brasileiro, onde mostra um rico repertório com
composições do mestre e amigo Dominguinhos, Raimundo Fagner, João Lyra,
Zivaldo Maia, Adriano Giffoni, José Viana e Adelson Viana. O show de
Adelson
Viana tem um caráter acústico e passeia pela sonoridade brasileira
através
do choro, do xote, do baião e até mesmo do frevo, favorecendo a riqueza
de
timbres e de possibilidades da sanfona nordestina universal.
Amazan (PB/RN)
Amazan nasceu em Campina Grande, em 1963 e foi criado em Jardim do
Seridó,
interior do Rio Grande do Norte, onde desde criança já apreciava a poesia
e
a boa música nordestina. Ainda no início da adolescência dava os
primeiros
acordes na sanfona. Em Jardim do Seridó viveu até os 19 anos, quando
voltou
para Campina Grande. Em 19 anos de carreira profissional solo, O
Sanfoneiro
Nordestino, Amazan lançou 24 discos, sendo seis em vinil e 18 em CD. Os
mais
novos trabalhos são o CD e DVD ao vivo "Amazan em Jardim", de 2008. Nos
shows, com desenvoltura e presença de palco, caminha pelos acordes do
forró,
xote e baião, declama e canta poesias de sua autoria ou de renomados
cantadores que têm as suas canções revestidas pela genialidade de quem em
versos, às vezes divertidos, às vezes polêmicos, outras vezes românticos,
arranca gargalhadas, desperta reflexões, provoca paixões, provando o seu
dom
de poeta.
Luizinho Calixto (PB/CE)
Residente em Fortaleza, Luizinho Calixto nasceu em Campina Grande, na
Paraíba. Destacou-se com sua sanfona de oito baixos, instrumento que toca
desde os 10 anos de idade e faz seu passeio musical no ritmo do tango,
bolero, valsa e bossa nova, além do xote, forró, frevo, samba, baião e
chorinho. Tem 11 discos gravados e já mostrou sua música pela Europa
(Portugal, Espanha e França) e na Argentina. Seus mais recentes trabalhos
s’ao “Só alegria” e “A discoteca do Calixto” (instrumental). Além dos
oito
baixos, Luizinho toca também acordeom de 120 baixos, instrumentos de
corda e
percussão. Em seus shows, é acompanhado por sanfona, violão, cavaquinho,
pandeiro e triângulo, ou por uma banda composta por sanfona, guitarra,
contra-baixo, bateria, zabumba, triângulo e cavaco.
Renato Borghetti (RS)
Aos 16 anos subia profissionalmente a um palco pela primeira vez. O palco
era de um dos tantos festivais nativistas que efervesciam no Rio Grande
do
Sul dos anos 80. Tocava como um possuído, o que causava ainda maior
impressão em quem conhecia as imensas limitações do seu instrumento, a
gaita-
ponto. Alternou trabalhos mais simples e gauchescos com momentos de maior
sofisticação e acenos para o jazz e a música erudita. Ganhou diversos
prêmios e fez shows de Norte a Sul do Brasil, além de Estados Unidos e
países da Europa, chegando a gravar e lançar por lá discos seus.
LIMOEIRO DO NORTE
Conhecida como “Princesa do Vale”, Limoeiro do Norte, situada entre dois
grandes rios do Ceará, Jaguaribe e Banabuiú, é conhecida como uma das
cidades que mais abastece o segmento de bandas, com inúmeros compositores
e
cantores em destaque, poetas, cantadores, brincantes do folguedo popular
e,
principalmente, sanfoneiros. Da região do Vale do Jaguaribe vieram nomes
como Maurício Maestro, baixista do grupo Boca Livre, de Aracati; Dom e
Ravel, sucesso na década de 70, de Itaiçaba, Maestro Cleóbulo Maia,
Odílio
Silva; Ednir Maia, autor de Coração Velho, responsável pela última
revolução
no mercado do forró no Nordeste. Ainda, Paulo Ney, os irmãos Carlito e
João
Bandeira, Redondo, Rita de Cássia, Eugênio Leandro, Sávio Leão, Acauã,
Assis
Filho, e tantos outros.
PROGRAMAÇÃO
Dia 23/07 (quarta)
NOITE – Às 20h no Auditório do NIT:
Solenidade de Abertura com relançamento do livro “45 Anos de Rádio no
Vale
do Jaguaribe”, do radialista Luiz Gonzaga de Freitas; entrega de troféus-
homenagens;
Dia 24/07 (quinta)
MANHÃ - Das 08 às 11h no NIT: Oficina de Harmonia com o professor e
arranjador Tarcísio José de Lima.
TARDE - Das 16 às 17h no Auditório do NIT: Conversa de Sanfoneiro – Aula-
Espetáculo com o sanfoneiro Amazan (RN).
NOITE - A partir das 20h na Praça José Osterne: Apresentação de
concorrentes
da primeira eliminatória; show da sanfoneira Cathrin Pfeifer (Alemanha)
com
o guitarrista Jabuti (Brasil); show dos sanfoneiros Ítalo e Renno (CE).
Dia 25/07 (sexta)
MANHÃ - Das 08 às 11h na Praça da Coluna da Hora: Palco aberto.
MANHÃ - Das 08 às 11h no Auditório do NIT: Oficina de Harmonia com o
professor e arranjador Tarcísio Lima.
TARDE - Das 16 às 18h no Auditório do NIT: Conversa de Sanfoneiro – Aula-
Espetáculo com o sanfoneiro Adelson Viana (CE).
NOITE - A partir das 20h na Praça José Osterne: Apresentação de
concorrentes
da segunda eliminatória; show de Adelson Viana (CE) e Amazan (RN).
Dia 26/07 (sábado)
MANHÃ – Das 08 às 11h na Praça da Coluna da Hora: Palco Aberto.
MANHÃ – Das 08 às 11h no Auditório do NIT: Oficina de Harmonia com o
professor e arranjador Tarcísio Lima.
TARDE - Das 16 às 18h no Auditório do NIT: Conversa de Sanfoneiro –
Luizinho
Calixto e os 08 Baixos.
NOITE - A partir das 20h na Praça José Osterne: Final do Festival com
apresentação dos oito selecionados; apresentação dos vencedores; Entrega
de
troféus-homenagens; shows: Luizinho Calixto; Renato Borghetti; João
Bandeira
e Amigos.
* NIT: Núcleo de Informação Tecnológica, Largo da Catedral.
SERVIÇO
VII Festival de Sanfoneiros de Limoeiro do Norte – De 23 a 26 de julho no
Núcleo de Informação Tecnológica (Largo da Catedral) e na Praça José
Osterne
Informações: Secretaria de Cultura de Limoeiro do Norte: (88) 3423.1965 e
Instituto Brasil de Dentro, de Limoeiro do Norte: (88) 3423.3510. GRÁTIS.
ONDE FICAR
Hotel Classic Hotel
Rua Cônego Bessa, n° 2453
Fone: (88) 3423-3144
VIP Hotel
Rua Cel. Serafim Chaves n° 383
Fone: (88) 3423-6060
Hotel e Pousada O Bezerra
Rua Manfredo de Oliveira, n° 746
Fones: (88) 3423-5361/ 3423-2980/ 3423.2151
Hotel São Luiz
Rua Cândido José de Sousa, n°726
Fone: (88) 3423-1991
Hotel São Francisco
Rua dos Expedicionários, n° 7103
Fones: (88) 3423-3086/ 3423-3715
Hotel Central
Cônego Bessa, s/n.
Fone: (88) 9958-3698