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 /> São Luís - Maranhão,
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Candidatos apostam na mídia eletrônica

 
Há discordâncias sobre a influência que o horário eleitoral gratuito imprime sobre o resultado das eleições. Ensaios mostram que diante da propagada eletrônica há eleitores passivos e aqueles sobre os quais a lábia dos candidatos demove convicções anteriormente calcificadas. È nessa crença que se apegam os candidatos que não alçaram vôos mais rasantes nas campanhas de rua iniciada desde o dia 6 de julho, um dia depois do prazo final para registro de candidaturas.
 
Tomando como parâmetro as pesquisas até agora divulgadas, é de se esperar que os candidatos da rabeira –que se encontram na raia do 1% -, são os mais confiantes no poder imensurável da propaganda eletrônica. Alguns deles têm familiaridade com a televisão e rádio igualável ao comando do antigo Zeppelin, apenas para se referir a um objeto voador. 
 
Na televisão, a verdade parece inatacável, vide a Rede Globo e suas verdades absolutas sobre nossos fabulosos atletas no mundo olímpico. Mas, desembarcando dessa fabulosa Vênus platinada, a realidade que se impõe no dia-a-dia é que desperta o cidadão eleitor nesse curto período em que ele se torna majestade.
 
No período de campanha, flagram-se nas ruas pretensos prefeitos apertando efusivamente mãos calejadas – e outras mofinas da falta de trabalho -, beijando candidamente senhoras com rostos suados e marcados pelos sulcos do sofrimento tateando preços em feiras imundas, carregando crianças de asseio precário, e por vão a remissão dos pecados. São candidatos, antecipando a penitência para aplacar os horrores que certamente sofrerão quando passarem a ocupar o palácio municipal.
 
Pena que na televisão não é mais permitido que sejam mostrados candidatos se desmanchando em atitudes tão sublimes. Resta então o verbo, o olhar penetrante ou brando. Enfim, de um parceiro que tanto buscamos para nossos aperreios, provocados pela falta d água nas torneiras, do esgoto a céu aberto, da feira fétida, da rua esburacada e mal iluminada, muitas intrafegáveis, dos ônibus sempre lotados e a demorar séculos para chegar ao destino, da desassistência básica da saúde, etc. etc. etc.
 
Na televisão, a ficção é a ferramenta do real. Os candidatos que não conseguem repassar sua mensagem no corpo a corpo confiam justamente nessa resolução para mudar o cenário. Mas, acredita-se que independente dos espíritos de nobreza que visitam um ou outro concorrente no pleito, são os ataques e os escândalos inconfidentes que animam a audiência.
 

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