São Luís - Maranhão,Ampliando os ganhos da sessão anterior, o dólar comercial encerrou a segunda-feira (25) em alta. A moeda chegou a apresentar um movimento de ajuste no início do dia, mas a queda das commodities metálicas e alimentícias nas praças externas, o mau humor predominante em Wall Street e a paridade diante da alta da divisa norte-americana frente a outras moedas de referência - como euro, libra esterlina e franco suíço - falaram mais alto.
Mais uma vez a crise do setor financeiro foi a principal responsável pelas perdas na renda variável internacional. O presidente do órgão regulador do mercado de capitais na Coréia do Sul sugeriu maior cautela ao banco estatal sul-coreano KDB face seu possível interesse em adquirir o Lehman Brothers. Esta declaração guiou a forte queda dos papéis dos principais bancos dos EUA.
A volatilidade também esteve presente no mercado de commodities, que assistiu a expressivo recuo dos contratos de metais e grãos.
As referências econômicas vieram positivas, porém sem força suficiente para guiar a recuperação de Wall Street. Divulgado pela manhã, o indicador que mede as vendas anualizadas de casas usadas nos EUA superou as projeções dos analistas em sua medição de julho.
Cena interna com agenda econômica cheia
Internamente, os investidores tiveram pela frente agenda econômica cheia. Novo indício de arrefecimento da alta dos preços foi trazido pelo indicador semanal IPC-S. Por sua vez, o relatório Focus mostrou menores projeções para a inflação doméstica em 2008 e 2009, contudo, insuficientes para alterar as perspectivas para a taxa Selic.
Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) mostraram que a balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 840 milhões na quarta semana de agosto, que teve cinco dias úteis. No período, foram registradas exportações da ordem de US$ 3,731 bilhões e importações de US$ 4,571 bilhões. Com este resultado, o saldo acumulado no ano recuou para US$ 15,932 bilhões.
Por fim, a Nota de Política Monetária do Banco Central mostrou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,085 trilhão em julho, montante 1,7% maior que o apurado um mês antes e 32,7% superior à marca do sétimo mês de 2007.
