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Trabalhadores rurais abandonam sede do Incra

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Por: O Imparcial
Data de Publicação: 28 de agosto de 2008
Ainda na tarde desta quarta-feira, mais de dois mil integrantes do MST abandonaram a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Luís. A
decisão foi tomada depois que o superintendente do órgão, Benedito Terceiro, acordou com mais de 50% dos itens inseridos em uma pauta de dez parágrafos, sobre a agilização da Reforma Agrária no Maranhão, entregue pelos representantes sindicais.



Em meio às reivindicações da classe trabalhadora já foram aceitas pelo Incra a liberação da parcela correspondente ao pagamento dos funcionários e encargos; a publicação de um edital para a contratação de serviços de Assistência Técnica junto aos Projetos de Assentamento, consecutivamente dando garantia de assessoria técnica social e ambiental a todos os assentados de reforma agrária; a criação de uma programação estratégica de vistoria nas áreas em processo de desapropriação, bem como o recadastramento nas áreas já ocupadas; e a permissão da liberação dos créditos de apoio e habitação nos projetos de assentamento.




Os demais itens que estavam em pauta e ainda não foram acordados, estão previstos para serem analisados em uma próxima reunião, ainda sem data marcada. Dentre os embargados estão à aceleração dos processos de desapropriação de imóveis que se encontram em tramitação no Incra, precisando de encaminhamento, a contratação de empresa para a demarcação nos territórios de assentamento e a intensificação e
regularização das áreas quilombolas que já estão em processo administrativo de  regularização fundiária e estruturar o setor quilombola do Incra para atender as demandas diversas.



Os sindicalistas ainda cobraram o cumprimento das metas estabelecidas pelo governo federal na criação de novos assentamentos de Reforma Agrária e a liberação dos recursos destinados à infra-estrutura produtiva e social dos assentamentos (habitações, poços artesianos estradas), além de acompanhamento dos projetos voltado para os trabalhadores. “Sem os recursos nós trabalhadores rurais ficamos estáticos, sem ter como mexer na terra. Se o governo não coopera, os projetos não são postos em prática. 


Outra reivindicação foi a intervenção  nos assentamentos onde ocorreram constantes
invasões, compras, troca e venda de lotes.
 

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