São Luís - Maranhão, O lenço palestino enroscou no pescoço da turma descolada durante o inverno e de lá não saiu mais. No próximo verão, quem promete ocupar o posto de “acessório da estação” são as casquetes – mix de tiara e chapéu com jeitão retrô.
Tendência forte nas passarelas das semanas de moda nacionais, as casquetes – que no nordeste do país são chamadas de “gigoletes” – já ganharam as ruas. O acessório pode ser encontrado tanto nas lojas das marcas mais badaladas quanto nas mais populares.
A Maria Garcia, marca jovem da Huis Clos e destaque da última edição da São Paulo Fashion Week, lançou uma linha com 10 modelos do acessório. “A inspiração das peças são os shows burlescos e os salões de baile nova-iorquinos dos anos 20”, explica a estilista da grife, Camila Cutolo.
Camila conta ter usado materiais como penas, pérolas falsas e strass na confecção das suas casquetes. “A proposta da Maria Garcia é tirar do armário a roupa de festa e trazê-la para o dia-a-dia. As peças com mais brilho, com cara de noite, devem ser combinadas com looks mais despojados, como jeans e camiseta”, dá a dica.
As casquetes também foram destaque no desfile estilista mineiro Victor Dzenk - que desenvolveu peças-conceito - e na paulistana Uma – que adaptou maxi-colares para os enfeites de cabelo.
Camelô
A designer mineira Paula Seabra, da grife Um de Cada, faz sucesso com sua linha de casquetes vendida pela internet. “Amo a moda nos anos 20. E a casquete faz parte deste universo, que explorou tão bem a feminilidade”.
A designer desenvolve os desenhos dos enfeites de cabelo – flores, folhas sobrepostas e borboletas – utilizando principalmente camurças coloridas. Ela vende suas peças através do blog “Quero um de Cada”. “Comecei fazendo as peças para mim, depois para as amigas e agora vendo até para multimarcas em outros estados”, comemora.
Paula não vê com bons olhos a popularização das casquetes. “Acho que elas serão vendidas até no camelô. Pode ser que aconteça como a fivela de flor, que se vulgarizou depois que uma ex-participante de reality show resolveu transformar o acessório em marca registrada”, compara a designer citando a ex-BBB Irislene Stefanelli.
Para evitar que isso aconteça, Paula produz as peças em quantidades limitadas. Solução também adotada pela Maria Garcia. “Só faremos casquetes sob encomenda”, adianta a estilista Camila Cutolo.
