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Escola Aberta eleva auto-estima de jovens maranhenses

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Data de Publicação: 5 de setembro de 2008
Desinibição, desenvoltura e iniciativa foram algumas das conquistas adquiridas por Gabriele Pereira Coelho, 13 anos, aluna da 7ª série da Unidade Integrada Roseana Sarney, no bairro São Francisco, depois que começou freqüentar as aulas de teatro. “Aprendi muito com o teatro. Ele me ajudou a falar melhor em público e na sala de aula. Perdi mais a timidez”, revela a jovem artista.
 
O contato com a arte cênica surgiu graças ao “Escola Aberta”, programa do governo federal desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Assim como Gabriele, muitos alunos da rede estadual de ensino participam de atividades desportivas, artístico e sociocultural nas escolas aos finais de semana.
 
Para a secretária adjunta de Ensino, Régina Galeno, o programa permite a apropriação democrática do espaço público, tornando-o local privilegiado para o exercício da cidadania e o acesso às políticas públicas.
 
“A educação precisa se consolidar como um projeto comum da escola e da comunidade, porque é dessa articulação que surgirão as mudanças para alcançar uma educação mais inclusiva e transformadora”, destaca.
 
Elcia Luciene Cantanhede Fuiza, diretora da unidade integrada, testemunha que o programa “Escola Aberta” vem transformando o cotidiano dos alunos da escola, da comunidade e do seu entorno. “Os alunos passam a ter mais acesso a bens culturais que antes não tinham e a comunidade passa a ver a escola como um bem dela”, comemora.
 
“O ‘Escola Aberta’ visa proporcionar aos alunos e à comunidade espaços alternativos, para o desenvolvimento de atividades de cultura, esporte, lazer, geração de renda, formação para a cidadania e ações educativas complementares”, explica Denise Pacheco, professora comunitária do programa, que enumerou as oficinas de manicura, dança, pintura em tecido, bordado, teatro e a capoeira, oferecidas pelo programa.
 
A finalidade do “Escola Aberta” é preparar jovens para o melhor exercício da cidadania, buscando propor alternativas saudáveis de ocupação.
 
Aluna da mesma escola, Karina Frazão, 10, faz dança. “Antes, ficava em casa ajudando minha mãe. Descobri a dança na escola. Poderia estar em casa, mas é bom vir dançar e encontrar os colegas”, diz a menina.
 
A coordenadora escolar Gerlandia Benedite Teixeira França ressalta que as oficinas oferecidas no programa são promovidas de acordo com o interesse da comunidade e valorização dos talentos locais. “É um programa maravilhoso. Hoje, a comunidade tem muito orgulho de participar do programa”, conclui.

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